Preços das casas aceleram 17,7% no terceiro trimestre para recorde. Transações crescem para 10,5 mil milhões
É um novo máximo histórico pelo terceiro trimestre consecutivo do índice de preços da habitação em Portugal. Entre julho e setembro, venderam-se mais de 37 mil casas, segundo o INE.
O valor das casas em Portugal voltou a subir nos meses de verão e atingiu mais um recorde. O Índice de Preços da Habitação cresceu 17,7% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, indica esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). É um novo máximo histórico pelo terceiro trimestre consecutivo.
Comparativamente ao trimestre anterior, é uma subida de 0,5 pontos percentuais. O aumento dos preços entre julho e setembro denotou-se sobretudo nas habitações existentes (19,1%) e, de forma menos expressiva, nas casas novas (14,1%).
Os negócios com as casas também aumentaram, embora a um ritmo inferior. No terceiro trimestre deste ano, foram transacionadas mais de 40 mil casas (precisamente 42.481 habitações) num valor acumulado de 10,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento homólogo de 3,8% e 16%, respetivamente. Ainda assim trata-se de uma desaceleração face ao trimestre anterior.
No total, venderam-se mais de 37 mil casas nestes três meses. “Venderam-se 37.507 habitações (88,3% do total) a compradores pertencentes ao setor institucional das famílias, pelo valor de 9,2 mil milhões de euros (87,5% do total). No mesmo período, os compradores com um domicílio fiscal fora do território nacional adquiriram 2.219 habitações, o que representa uma redução homóloga de 16,4%“, lê-se no relatório do INE.
Os dados são divulgados precisamente uma semana após a Comissão Europeia concluir que Portugal tem as casas mais sobrevalorizadas da União Europeia. A sobrevalorização média é de 25%, o que coloca o país à frente de mercados como a Suécia, a Áustria ou a Letónia. No mesmo dia, Bruxelas apresentou o Plano Europeu de Habitação Acessível, que envolve um investimento de 150 mil milhões de euros por ano para criar mais 650 mil novas habitações anuais, ao longo da próxima década, no conjunto dos Estados-membros.
No terceiro trimestre, a taxa de variação média anual do índice de preços da habitação fixou-se em 15,7%, mais 1,9 pontos percentuais do que o crescimento registado dos três meses anteriores, o que constitui um novo máximo.

Dos 10,5 mil milhões de euros registados em transações entre julho e setembro, o valor com as casas ‘antigas’ ascendeu a 7,8 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 21,1% em comparação com o mesmo trimestre de 2024, enquanto nas habitações novas foi de 2,7 mil milhões de euros (mais 3,3% em termos homólogos).
Destaque ainda para o facto de os portugueses continuarem compradores. Neste período, as aquisições de casas por quem tem domicílio fiscal em Portugal cresceram 5,2% em termos homólogos, para um total de 40.262 unidades.
“De entre as transações relativas a compradores com domicílio fiscal fora do território nacional, a categoria União Europeia, com um total de 1.149 transações, registou uma taxa de variação homóloga de -16,5%, sendo que na categoria de domicílio fiscal restantes países observou-se uma redução do número das vendas de 16,3%, correspondentes a 1.070 unidades”, conclui o organismo de estatística.
Notícia atualizada às 11h53
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