Montenegro volta a pedir um país com ‘mentalidade à Cristiano Ronaldo’ e defende a Lei Laboral
Montenegro defende a Lei laboral, proposta pelo Governo e que levou a uma Greve Geral, como fundamental para conseguir "melhores empregos". "Também aqui a mentalidade deve evoluir."
O Primeiro-ministro volta a invocar uma ‘mentalidade à Ronaldo’ para o país numa mensagem à entrada de 2026, ano em que Portugal assinala 40 anos de entrada na União Europeia e em janeiro decorrem as Presidenciais, abrindo um “horizonte sem eleições nacionais até 2029”. Montenegro defendeu que “menos impostos, mais simplificação de processos e mais flexibilidade laboral são pressupostos para melhores empregos e melhores salários, considerando que “também aqui a mentalidade deve evoluir”.
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“Estamos num momento decisivo para fazermos uma escolha cujos efeitos se podem fazer sentir por muitos anos. Não é entre direita e esquerda ou entre moderado e radical. É a escolha entre continuar a fazer o suficiente ou ambicionar atingir o excelente. É a escolha entre jogar para não descer de divisão ou jogar para entrar e ficar na Liga dos Campeões. Por isso falo da mentalidade positiva e construtiva de quem ‘entra em campo para ganhar e não para empatar’. Por isso falo da mentalidade ‘Cristiano Ronaldo'”, disse Luís Montenegro num artigo de opinião publicado esta quinta-feira no Jornal de Notícias, repetindo o teor da sua mensagem do Natal.
“Não tenho nenhuma dúvida, o nosso futuro depende de nós. E nós dependemos da capacidade de nos focarmos no essencial”, disse ainda.
“É um objetivo, uma ambição e um desígnio pelo qual me baterei sem descanso: incutir uma nova mentalidade que nos lance para um ciclo de crescimento e prosperidade que são os alicerces da justiça social, do combate à pobreza e do bem-estar de cada português: pôr os portugueses a acreditar mais em Portugal, mais em si próprios e a perceber que, se trabalharmos mais em cima disso, vamos ser mais produtivos e eficientes”, disse ainda o primeiro-ministro depois de recordar a escolha de Portugal com a economia do ano pela revista The Economist.
“Em 2025, consolidámos as condições de governabilidade e de estabilidade política. Com a realização das eleições presidenciais nas próximas semanas, encerramos um ciclo eleitoral prolongado e abrimos um horizonte sem eleições nacionais até 2029″, destacou o governante. “É uma oportunidade e uma responsabilidade que todos nós, enquanto nação, não podemos desperdiçar”, urge.
“Nos últimos vinte meses, depois de os portugueses nos escolherem duas vezes para governar, propusemos a nossa visão para o país e começámos a executá-la. Os próximos anos serão para concretizar esse programa de reforma e de transformação de Portugal”, aponta.
“Mais uma vez, não há que ter medo. Menos impostos, mais simplificação de processos e mais flexibilidade laboral são pressupostos para melhores empregos e melhores salários. São fundamentais para salários dignos!”, defende o primeiro-ministro. “Também aqui a mentalidade deve evoluir. A competitividade económica e o crescimento robusto e duradouro da economia são fundamentais para garantir o Estado social e o sucesso das políticas públicas”, argumenta.
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