Alemanha defende reformas para modernizar Conselho de Segurança da ONU
Chefe da diplomacia de Berlim considera que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve refletir o mundo atual. Atualmente, está vinculado a lógicas que se aplicaram após fim da II Guerra.
O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, defendeu esta sexta-feira reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas para que o organismo reflita o mundo do século XXI.
A Alemanha vai apresentar em junho a candidatura a uma das vagas não permanentes no Conselho de Segurança para o biénio 2027/2028, processo no qual vai enfrentar Portugal e a Áustria.
Os Estados Unidos, a República Popular da China, a Rússia, o Reino Unido e a França ocupam lugares permanentes, enquanto as restantes dez vagas são rotativas e preenchidas a cada dois anos.
Questionado pela agência de notícias alemã DPA sobre o que faria Berlim para garantir a vantagem da Alemanha sobre Portugal e a Aústria, Wadephul respondeu com linguagem futebolística.
“Devemos estar sempre disponíveis em todas as posições para os nossos parceiros internacionais”, disse, defendendo também o desenvolvimento, em conjunto com os “pequenos Estados insulares”, sem especificar. O ministro defendeu que a Alemanha também deseja procurar e reforçar “alianças globais”.
O chefe da diplomacia de Berlim disse ainda que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve refletir o mundo atual. Para Wadephul, o organismo está vinculado a lógicas que se aplicaram imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse que Berlim defende que o chamado “Sul Global” (países em vias de desenvolvimento) deve ter um papel significativo.
Wadephul argumentou que o organismo demonstrou a capacidade de funcionar com a recente resolução que endossou a proposta do Presidente norte-americano, Donald Trump, para a Faixa de Gaza, embora tenha insistido que são necessárias reformas profundas.
Deste modo realçou que a Alemanha defende o sistema das Nações Unidas e que não vai recuar “como outros fizeram”, numa referência velada aos Estados Unidos.
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