Itália pronta para apoiar acordo da UE com Mercosul
Itália pediu em dezembro o adiamento da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, mas já estará pronta para avançar, noticia a Bloomberg.
Itália vai apoiar o acordo de livre comércio entre a União Europeia o Mercosul, noticia esta segunda-feira a Bloomberg. Este é um passo decisivo para que a assinatura do acordo entre os dois blocos possa ocorrer ainda na primeira metade de janeiro.
A assinatura do acordo chegou a estar prevista para meados de dezembro, mas acabou adiada devido ao pedido de adiamento de Itália e França. De acordo com a agência Bloomberg, os italianos já estarão disponíveis para apoiar o acordo quando os embaixadores da União Europeia se reunirem na sexta-feira, dia 9 de janeiro.
O Politico também avançou esta segunda-feira que o objetivo é que o consenso seja alcançado a tempo da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajar para o Paraguai e assinar o acordo a 12 de janeiro.
Esta segunda-feira, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, confirmou aos jornalistas que “houve debates, trabalho e avanços nas últimas duas semanas”.
“Portanto, tem-se trabalhado no acordo com o Mercosul”, disse Paula Pinho, na conferência de imprensa diária. “Não posso adiantar uma data concreta, mas posso confirmar que estamos no bom caminho para poder considerar uma assinatura brevemente”, referiu.
Desde o Conselho Europeu de dezembro – quando foi adiado para janeiro a assinatura final do acordo entre a União Europeia e os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) – foram mantidas discussões e avanços no trabalho técnico, referiu Paula Pinho.
Com França, Polónia e Itália entre os opositores ao acordo, Alemanha, Portugal e Espanha defendem um acordo que levou 25 anos a negociar e tem sido contestado por milhares de agricultores e produtores na UE.
O tratado de comércio livre permitirá, nomeadamente, à UE exportar mais automóveis, máquinas, vinhos e bebidas espirituosas para o Mercosul. Em contrapartida, facilitará a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos, o que alarma os setores envolvidos.
O Parlamento Europeu aprovou já salvaguardas relativas ao acordo e o Conselho da UE chegou a acordo sobre cláusulas de salvaguarda propostas pela Comissão para proteger os agricultores europeus do potencial impacto negativo de um aumento das importações latino-americanas.
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