“A saúde tornou-se uma prioridade clara na vida dos portugueses, sobretudo após a pandemia”, diz líder da Saúde Prime

  • Carolina Neves Carvalho
  • 8 Janeiro 2026

Após a pandemia, a saúde tornou-se prioridade para os portugueses, com mais de metade da população a recorrer a seguros ou planos complementares, impulsionando o crescimento do setor.

Apesar de se prever um aumento dos prémios dos seguros de saúde de cerca de 10% em 2026, de acordo com o “2026 Global Medical Trend Rates Report” da Aon, a verdade é que o mercado de seguros de saúde em Portugal continua a crescer.

Eliseo Gómez Alvarez, Chief Sales & Marketing Officer da Future Healthcare. “Se conseguirmos ser mais eficientes, conseguimos também aliviar parte da pressão sobre o preço”.

Segundo os dados mais recentes do Observatório dos Seguros de Saúde, em 2024, foram emitidos 1,7 mil milhões de euros em prémios brutos, um aumento de 18,9% face ao ano anterior. Os dados de um inquérito realizado à população em 2024 pelo Observatório, confirmam que mais de metade dos adultos residentes no país possui algum tipo de cobertura de saúde: 32% seguros de saúde, 21% subsistemas complementares e 11% planos de saúde.

Motivos do crescimento e mudança de comportamento

Embora parte desse crescimento continue a ser a dificuldade de acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), apontada por 34% dos inquiridos, a Saúde Prime (marca de retalho do Grupo Future Healthcare) aponta três outros fatores igualmente importantes.

“A saúde tornou-se uma prioridade clara na vida das pessoas, sobretudo após a pandemia, com uma preocupação acrescida em garantir a previsibilidade financeira”, explicam como um dos fatores em comunicado. “Existe também uma valorização crescente da prevenção e do acompanhamento regular, em detrimento de uma lógica meramente reativa”, dizem “e observa-se uma procura cada vez maior por rapidez, conveniência e acesso garantido a especialistas, num contexto de maior pressão sobre os sistemas públicos”.

O que o futuro reserva aos seguros de saúde?

Graças ao panorama atual e ao envelhecimento demográfico e aumento da prevalência de doenças crónicas, que implicam uma utilização mais prolongada e intensa dos cuidados de saúde, a importância de criar novos produtos que adicionem valor ao segurado torna-se então cada vez mais importante, numa altura em que as preocupações com os preços também pesam na mentes dos portugueses.

“Neste sentido, a nossa responsabilidade, enquanto gestores, é encontrar o equilíbrio certo entre sustentabilidade e acessibilidade. Isso passa por uma gestão rigorosa, pela aposta na prevenção, em modelos de acompanhamento híbridos e na eficiência operacional. Se conseguirmos ser mais eficientes, conseguimos também aliviar parte da pressão sobre o preço”, afirma Eliseo Gómez Alvarez, Chief Sales & Marketing Officer do Grupo Future Healthcare.

O papel da transformação digital

Como chave, a Saúde Prime aponta a transformação digital, que pode revolucionar a forma como o setor opera. A integração de tecnologia, automação e inteligência artificial têm vindo a permitir simplificar processos, reduzir burocracias e tornar o acesso aos cuidados mais rápido e conveniente. No entanto, Alvarez alerta para a necessidade de continuar a “reforçar a relação humana e a confiança” apesar da integração de sistemas de inteligência artificial.

Assim, existe claramente uma mudança na forma como os portugueses começam a encarar a saúde, com 32% a recorrerem exclusivamente ao SNS em 2024, 18% a utilizar apenas o setor privado, e 35% combinaram ambos, de acordo com o inquérito do Observatório. É, por isso, fundamental a criação de soluções que obedecem às expectativas das pessoas e iniciativas que reforcem a importância da prevenção como forma de baixar custos com seguros de saúde para as seguradoras.

A Saúde Prime opera com planos próprios e da distribuição de seguros de saúde de seguradoras parceiras, e tem uma rede de mais de 50 mil prestadores em Portugal.

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