Exclusivo Centeno ao ECO: “Manifestei a minha disponibilidade para me candidatar a vice-presidente do BCE”
Candidatura será formalizada esta sexta-feira. Para Centeno, esta é "uma oportunidade determinante para afirmar Portugal num dos mais relevantes centros de decisão europeus".
- Mário Centeno anuncia a sua candidatura oficial ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu, com o apoio do Governo português, em declarações exclusivas ao ECO.
- A candidatura de Centeno surge num contexto político desafiador, com pelo menos cinco concorrentes e a necessidade de equilibrar interesses regionais.
- O desfecho da eleição é incerto, mas representa uma oportunidade para Portugal afirmar-se em decisões europeias importantes.

Mário Centeno é mesmo candidato oficial de Portugal ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu, revelou o próprio em declarações exclusivas ao ECO. “Incentivado por contactos europeus mantidos durante o período em que exerci funções como Governador do Banco de Portugal, manifestei junto dos líderes europeus a minha disponibilidade para me candidatar ao cargo de Vice Presidente do Banco Central Europeu, em que mantive informado o Governo português“, afirma o ex-Governador do Banco de Portugal.
Centeno detalha as razões desta candidatura, que vai ter concorrência de pelo menos outros cinco candidatos: “A candidatura, a formalizar amanhã pelo Governo português, integra-se no meu persistente contributo para o aprofundamento da integração europeia, sustentado na experiência adquirida ao longo do meu percurso profissional. Após mais de três décadas no Banco de Portugal e perto de dez anos em funções de representação na União Europeia, incluindo enquanto Presidente do Eurogrupo, a possibilidade de assumir o cargo de Vice Presidente do BCE representa um desafio para o qual me sinto motivado e qualificado”.
Após mais de três décadas no Banco de Portugal e perto de dez anos em funções de representação na União Europeia, incluindo enquanto Presidente do Eurogrupo, a possibilidade de assumir o cargo de Vice Presidente do BCE representa um desafio para o qual me sinto motivado e qualificado.
Ao que sabe o ECO, o apoio do Governo foi fechado na sua totalidade muito recentemente, depois de há cerca de um mês tanto o Primeiro-Ministro como o Ministro das Finanças terem aberto a porta à candidatura de Centeno, embora inicialmente de forma relativamente vaga.
Segundo Centeno, “esta eleição ocorre num contexto político desafiante e o seu desfecho é incerto, dada a possibilidade de vários candidatos e os equilíbrios regionais subjacentes. Ao mesmo tempo, ela representa uma oportunidade determinante para afirmar Portugal num dos mais relevantes centros de decisão europeus“.
Termina esta sexta-feira o prazo para os Estados-membros apresentarem os seus candidatos à vice-presidência do Banco Central Europeu, lugar que ficará vago no final de maio com o fim do mandato do espanhol Luis de Guindos. Nesta sexta-feira será formalizada a candidatura portuguesa e é o último dia para as restantes também o fazerem, seguindo-se uma complexa teia de contactos para encontrar apoios, de forma a chegar-se a uma recomendação formal sobre o nome, que ainda terá de ser aprovado por várias instâncias comunitárias. Espera-se que, além de Centeno, sejam propostos pelo menos mais cinco nomes.
Para dia 19 está marcada reunião do Eurogrupo, de onde poderá sair, em teoria, o nome que será proposto para que o processo avance de seguida, incluindo a intervenção do BCE e do Parlamento Europeu. Ainda assim, o mais provável é que o nome possa só sair na reunião seguinte, em fevereiro.
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