“Enorme relevância estratégica europeia”. Como Paula Amorim vê negociações da Galp com Moeve
Presidente da Galp revelou está "extremamente confiante" com as conversas com a Moeve para fusão nos negócios de retalho e industriais. Salientou ainda a capacidade de promover a transição energética.
As negociações da Galp com a espanhola Moeve para uma eventual fusão nos negócios downstream enquadram-se na estratégia de formar parcerias com “operadores altamente credíveis”, numa complementaridade que neste caso representa a oportunidade de “criar grandes grupos europeus na Península Ibérica”, segundo Paula Amorim, presidente da petrolífera portuguesa.
A Galp e os principais acionistas Moeve (ex-Cepsa) anunciaram esta quinta-feira que estão a negociar a criação de uma plataforma de retalho com uma das maiores redes de estações de serviço na Península Ibérica. Será estabelecida ainda uma plataforma industrial escalável que integre as atividades de refinação, trading, petroquímica e moléculas verdes (biocombustíveis e hidrogénio), servindo clientes B2B com maior eficiência e competitividade global.
“Estou extremamente confiante por termos alcançado este acordo preliminar e iniciado uma discussão de enorme relevância estratégica europeia”, referiu Paula Amorim, citada no comunicado da Galp. A família Amorim controla 55% da Amorim Energia, que por sua vez é a maior acionista da Galp com 36,69%.
Parcerias com “operadores altamente credíveis”

“A visão de crescimento da Galp sempre se pautou por parcerias com operadores altamente credíveis, que demonstraram consistentemente capacidade na criação de valor”, sublinhou Amorim. Há praticamente um mês, a 9 de dezembro, a Galp anunciou que escolheu a TotalEnergies como parceira para a exploração de petróleo no complexo de Mopane, na Namíbia, num acordo em que a empresa francesa ficará com 40% e suporta metade dos custos de investimento para exploração e que prevê também troca de participações noutras descobertas da TotalEnergies na região.
Esta quinta-feira, Paula Amorim sublinhou que “ao agregar as capacidades e a experiência complementares da Galp e da Moeve nas operações de downstream, temos a oportunidade de criar grandes grupos europeus na Península Ibérica, cada um beneficiando de maior foco, alocação de capital ajustada e flexibilidade essencial para impulsionar um crescimento sustentável e gerador de valor”.
A concluir, a presidente da Galp vincou que acredita “firmemente que esta oportunidade reforça a nossa capacidade de apoiar e promover uma transição energética justa, capaz de endereçar a evolução das necessidades do mercado e de assegurar um fornecimento de energia seguro e responsável à Península Ibérica”.
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