Judiciária faz buscas na Câmara de Setúbal. “Continuação da perseguição política”, diz fonte oficial

A PJ efetuou buscas na Câmara de Setúbal esta quinta-feira, confirmou o ECO/Local Online junto de fonte oficial da autarquia. Em causa, segundo o Público, despesas da presidente com quilómetros.

A Polícia Judiciária (PJ) efetuou buscas na Câmara Municipal de Setúbal nesta quinta-feira, noticiou o Público e confirmou o ECO/Local Online junto de fonte oficial da autarquia. “É a continuação da perseguição política que vinha a ser feita”, assegura a mesma fonte, que considera “altamente especulativa” a indicação do jornal diário de que Maria das Dores Meira estaria “mais perto de ser constituída arguida“.

“Não há base factual para ser arguida”, diz a fonte oficial da autarquia, adiantando que as buscas dos agentes da PJ foram efetuadas durante manhã. Sobre eventual apreensão de equipamento ou documentação, não existem indicações, assegura. Segundo o Público, as buscas decorreram nos Paços do Concelho e no edifício Sado, onde funcionam alguns dos serviços da autarquia, e terão decorrido com o intuito de apreender documentação.

A razão para a presença das autoridades na autarquia é, escreve o diário, um alegado recebimento de mais de 35 mil euros por quilómetros efetuados em carro próprio pela autarca, durante o seu anterior mandato à frente da Câmara, entre 2017 e 2021 (nesse ano, atingiu limite de mandatos e concorreu a Almada, tendo perdido para a socialista Inês de Medeiros, regressando agora em 2025, numa vitória enquanto independente apoiada pelo CDS e PSD).

Para atingir esse valor, Dores Meira terá indicado um total de 98.500 quilómetros em viatura própria, apesar de ter carro de serviço da autarquia e motorista ao seu dispor.

Numa entrevista ao ECO/Local Online no final de dezembro, Maria das Dores Meira, questionada sobre as acusações da oposição do PS e do seu antecessor, o comunista André Valente Martins, sobre um outro caso em que o seu nome está envolvido, o da alegada utilização indevida de cartões de crédito da autarquia, referiu que “houve uma auditoria pedida para mandatos [20]17-21 e [20]21-24. A auditoria parou em [20]21. Pagaram até [20]24, mas a auditoria parou em [20]21. Com afirmações por parte dos auditores a dizer que não há conclusão de ilegalidade nenhuma. Vê-se a pertinência do serviço, mas não se vê a ilegalidade… é tudo o que diz a auditoria. Eu perguntei ao senhor presidente por que não fizeram para a frente? ‘Porque para a frente eu não utilizei os cartões’. É mentira!”

Nessa entrevista, a autarca negava ainda a utilização do cartão de crédito para despesas pessoais. “Encontraram alguma despesa de cartão da minha ida ao cabeleireiro? De alguma saia que eu tivesse comprado? De alguma coisa pessoal, para mim ou para a minha família? Se tivessem encontrado, era notícia nacional”.

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