Portugal passa a ter dois polos de incubação da Agência Espacial Europeia

Ao Instituto Pedro Nunes junta-se o Instituto Superior Técnico na gestão do programa de incubação da Agência Espacial Europeia (ESA). O programa de três anos tem um envelope de cerca de 2,8 milhões.

Portugal passou a ter duas incubadoras da Agência Espacial Europeia (ESA). Ao Instituto Pedro Nunes junta-se o Instituto Superior Técnico, ficando o país, durante os próximos três anos, com um polo do ESA Business Incubation Centre (ESA BIC) em Coimbra e outro em Oeiras.

Cada contrato prevê a seleção e financiamento de até seis startups por ano, financiado através da subscrição de Portugal na ESA e por parceiros locais. Ao todo está previsto um envelope de cerca de 2,8 milhões de euros, destinado principalmente ao incentivo financeiro às startups. As primeiras calls deverão ocorrer já no primeiro semestre.

“A implementação do ESA BIC Portugal através de dois consórcios, a operar em paralelo, reforça a capacidade nacional de incubação e apoia uma abordagem alargada, envolvendo novos centros de incubação e parceiros regionais”, considera Ricardo Conde. “A governação por meio de um Conselho Consultivo e a existência de painéis de seleção asseguram coerência com as prioridades nacionais e com a ambição de reforçar a competitividade de Portugal nas cadeias de valor da ESA”, diz o presidente da Agência Espacial Portuguesa, citado em comunicado.

A implementação do ESA BIC Portugal através de dois consórcios, a operar em paralelo, reforça a capacidade nacional de incubação e apoia uma abordagem alargada, envolvendo novos centros de incubação e parceiros regionais.

Ricardo Conde

Presidente da Agência Espacial Portuguesa

Num ciclo em que Portugal aumentou em 51% o seu contributo para a ESA, o país ganhou dois polos para a implementação do programa de incubação da ESA, através de dois consórcios: o Instituto Pedro Nunes (IPN) coordenará o ESA BIC Centro+ (até aqui designado por ESA BIC Portugal), enquanto o Instituto Superior Técnico (IST) coordenará o ESA BIC Tagus+.

“Após mais de dez anos de atividade do ESA BIC, a iniciativa continua a potenciar o crescente esforço de Portugal no espaço através do empreendedorismo, criando empresas que respondem a desafios prementes no domínio espacial e no quotidiano. Com dois centros ESA BIC a operar agora em paralelo, reforçamos não só um percurso de crescimento sustentado para novas startups — apoiando a aceleração, internacionalização e integração nas cadeias de valor da ESA — como se reafirma o papel crescente de Portugal no ecossistema europeu de inovação espacial”, afirma Cornelis Eldering, responsável pelo Entrepreneurship and Business Incubation Office da agência europeia, em comunicado.

O IST destaca a importância do seu maior envolvimento neste setor através da liderança de um dos polos de incubação da ESA. “A criação da ESA BIC Tagus+ representa um passo estratégico do Instituto Superior Técnico no reforço do papel de Portugal no setor do espaço. Ao articular excelência científica, empreendedorismo e uma forte rede de parceiros nacionais e internacionais, estamos a criar as condições para transformar conhecimento em impacto económico e societal, posicionando Oeiras e o Técnico como um polo de referência na nova economia espacial europeia”, diz Joana Mendonça, vice-presidente do Técnico para o Campus Oeiras.

Após mais de dez anos de atividade do ESA BIC, a iniciativa continua a potenciar o crescente esforço de Portugal no espaço através do empreendedorismo, criando empresas que respondem a desafios prementes no domínio espacial e no quotidiano.

Cornelis Eldering

Responsável pelo Entrepreneurship and Business Incubation Office da ESA

A Associação para o Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico (ADIST) lidera o consórcio que irá gerir o centro ESA BIC Tagus+, sendo a operação do programa assegurada com a Incubadora Taguspark, o Técnico Venture Lab (Oeiras) com a Incubadora da Escola do Mar dos Açores (Horta), contando ainda com a participação da Câmara Municipal de Oeiras, do CEiiA e da Vieira de Almeida & Associados.

Este novo polo junta-se ao de Coimbra, o ESA BIC Centro+. Este é um consórcio liderado pelo INP, que inclui ainda o Centro Empresarial de Pampilhosa da Serra e o Incuba+ Santa Maria (Açores) como parceiros de incubação. O consórcio inclui também o Município de Coimbra, a CIM Região de Coimbra e o CCDRC.

No período 2014-2024, a coordenação do programa em Portugal foi assegurada pelo IPN, com uma rede de incubadoras em todo o país, tendo nesse período a ESA BIC Portugal apoiado mais de 60 empresas.

“Além do financiamento, o Instituto Pedro Nunes (IPN) disponibiliza às startups apoio técnico especializado, ancorado em mais de 30 anos de experiência em incubação, fortalecido com o acesso a laboratórios e a uma rede dedicada de incubadoras na região Centro, bem como a parceiros nacionais e internacionais. O IPN oferece as melhores condições para impulsionar o talento de empreendedores/as no desenvolvimento de soluções baseadas em tecnologia e dados espaciais”, afirma Jorge Pimenta, diretor de Inovação do IPN, citado em comunicado.

Envelope de 2,8 milhões de euros

Cada contrato prevê a seleção e financiamento de até seis startups por ano, financiado através da subscrição de Portugal na ESA e por parceiros locais: as Câmaras Municipais de Coimbra e Oeiras, a CIM Região de Coimbra e a Agência Espacial Portuguesa, informa comunicado. Previsto está “um envelope de cerca de 2,8 milhões de euros, destinado principalmente ao incentivo financeiro às startups, criando condições para acelerar a maturidade tecnológica, o acesso a mentoria especializada e a consolidação de modelos de negócio das novas empresas”.

Os primeiros concursos de seleção de startups do ESA BIC Centro+ e do ESA BIC Tagus+ deverão abrir já no primeiro semestre deste ano.

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