Abanca abre a porta de saída a mais 120 trabalhadores

Em outubro já tinham saído 77 trabalhadores da área comercial por via de rescisões voluntárias e pré-reformas. Agora abre a porta para mais 120 trabalhadores dos serviços centrais saírem do banco.

O Abanca avançou com um novo programa de saídas voluntárias, o segundo no espaço de poucos meses. Em outubro já tinham saído 77 trabalhadores da área comercial através de rescisões por mútuo acordo e pré-reformas. Agora abre a porta para mais 120 trabalhadores dos serviços centrais saírem do banco que acabou de comprar o Eurobic.

“Foi identificada uma situação de sobredimensionamento em algumas áreas transversais, resultante da convergência de estruturas, sistemas e funções, o que conduz à abertura de um processo de adesão voluntária”, adianta a instituição financeira liderada por Pedro Pimenta.

Acrescenta que, com a redução de pessoal nos serviços centrais, “o Abanca conclui o processo de ajustamento organizacional associado à consolidação da sua operação em Portugal”, afastando mais planos de saídas no futuro.

Segundo o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), o programa que lhe foi comunicado pelo Abanca tem “efeitos imediatos” e “surge na sequência das anteriores alterações na rede comercial de agências e do processo de integração informática e operacional” do Eurobic, concluído em novembro.

“De acordo com a informação transmitida, o banco pretende celebrar acordos de rescisões por mútuo acordo com até 100 trabalhadores, estando previstas 20 vagas para o regime de pré-reforma”, avança o sindicato.

Quem aceitar a rescisão por mútuo acordo, tem direito a uma indemnização correspondente a 1,5 salários de antiguidade, mas sem acesso ao subsídio de desemprego (ao contrário do programa anunciado em setembro), “por insuficiência de quotização, sendo atribuído um valor adicional à indemnização”, indica o SNQTB.

Quanto às pré-reformas, para trabalhadores com 60 ou mais anos, esta dezena de quadros do banco serão suspensos do trabalho até à idade legal de reforma mediante o recebimento de 60% do salário.

O Eurobic tinha mais de 1.400 trabalhadores no final de 2024. Após a aquisição pelo Abanca no verão desse ano, seguiu-se um processo de integração que terminou em novembro e no qual o negócio do banco galego em Portugal foi absorvido pelo banco português.

Com a redução das taxas de juro a pressionar as contas do setor, também o Eurobic está a ganhar menos. O lucro caiu 36% para 46,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, de acordo com os resultados apresentados esta semana pelo Abanca.

(notícia atualizada às 17h04 com mais informações)

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