Apresentação da nova Certificação de Bem-Estar Laboral desperta o interesse do tecido empresarial aragonês em adotar o seu padrão nas organizações

  • Servimedia
  • 13 Janeiro 2026

A Fundação Mundial da Felicidade e a Aenor apresentaram na sede do Instituto Aragonês de Segurança e Saúde no Trabalho (ISSLA) a Certificação de Bem-Estar no Trabalho (CBL).

O selo é concebido como um novo padrão internacional que acredita as organizações que integram o bem-estar das pessoas no seu modelo de gestão.

A CBL é um selo criado pela Fundação Mundial da Felicidade, em parceria com a AENOR, que certifica organizações de qualquer dimensão e setor por integrarem o bem-estar na sua estratégia, cultura, processos e operações. O modelo baseia-se num sistema de avaliação por blocos, auditorias periódicas e uma abordagem de melhoria contínua, com verificação externa independente pela AENOR.

A apresentação do projeto gerou grande interesse entre o tecido empresarial da região, que encheu a sede do órgão de referência em Aragão em matéria de riscos laborais. Juntamente com os representantes empresariais, também participaram com um papel relevante altos representantes do Governo de Aragão, como o diretor-geral do Trabalho, Jesús Divassón, encarregado das boas-vindas institucionais. A diretora do Instituto Aragonês de Segurança e Saúde Laboral (ISSLA), Noelia Carbó, foi a responsável por encerrar o evento.

A CBL baseia-se num modelo de duplo critério, que separa de forma clara e transparente as funções de cada entidade envolvida. Por um lado, a Fundação Mundial da Felicidade lidera o diagnóstico inicial, o acompanhamento e a implementação do sistema de gestão do bem-estar, aplicando o seu próprio modelo e acompanhando as organizações no seu processo de melhoria contínua. A AENOR, por sua vez, atua como entidade certificadora, realizando a auditoria externa e verificando de forma independente as variáveis que permitem atribuir o distintivo.

Durante a sua intervenção, o diretor-geral da Fundação Mundial da Felicidade, Raúl Varela, enfatizou a aliança com a AENOR, garantindo que esta «contribui com uma robustez e credibilidade fundamentais para que o bem-estar deixe de ser uma declaração de intenções e se torne uma verdadeira alavanca de transformação empresarial e social, oferecendo às organizações um padrão sério, mensurável e auditável». Além disso, Varela sublinhou que a CBL «nasce como um novo padrão internacional, alinhado com as diretrizes ISO 45000 e integrado com critérios ESG, que permite às empresas demonstrar, com evidências, o seu compromisso real com as pessoas e com a sustentabilidade do seu modelo de negócio».

BEM-ESTAR NO TRABALHO

Durante o evento, Noelia Carbó, diretora do ISSLA, destacou o papel que essa certificação pode desempenhar no tecido empresarial aragonês, garantindo que iniciativas como a CBL “contribuem com um quadro rigoroso e prático para ajudar as empresas de Aragão a avançar em direção a ambientes de trabalho mais saudáveis, humanos e competitivos. O bem-estar no trabalho é hoje uma questão estratégica que tem um impacto direto na saúde, produtividade e sustentabilidade das organizações».

Nesse sentido, durante o seu discurso de boas-vindas, o diretor-geral do Trabalho do Governo de Aragão, Jesús Divassón, também destacou «a necessidade de promover ferramentas que ajudem as empresas a enfrentar os desafios atuais do mundo do trabalho a partir de uma perspetiva preventiva e estrutural».

A apresentação da CBL ocorre num contexto especialmente complexo para o bem-estar no trabalho em Espanha. De acordo com os dados mais recentes publicados em diferentes estudos e inquéritos sobre o clima laboral, 44 % dos trabalhadores sofrem de stress diariamente, 46 % declaram ter sobrecarga de trabalho e as baixas laborais relacionadas com problemas de saúde mental aumentaram 13,6 % nos últimos três anos.

Perante este cenário, a Fundação Mundial da Felicidade propõe, em conjunto com a CBL, uma ferramenta de transformação orientada para a obtenção de resultados tangíveis. Estudos demonstram que as organizações que integram o bem-estar de forma estratégica alcançam aumentos de 31% na produtividade, reduções no absentismo até seis vezes superiores, menor rotatividade e melhorias significativas no compromisso, criatividade e resultados comerciais.

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