“Populismo e radicalismo passaram a estar juntos”. Marques Mendes pede votos dos liberais após desaire de Cotrim

Luís Marques Mendes apelou, em Fátima, ao voto útil, alertando que "o risco para a democracia existe no momento em que liberais e pessoas do Chega se associam”.

Marques Mendes apelou esta terça-feira ao voto útil nas eleições presidenciais do próximo domingo e mostrou-se disponível para captar eleitores da Iniciativa Liberal (IL), na sequência das declarações feitas na véspera por João Cotrim de Figueiredo, que não descartou um eventual apoio a André Ventura numa segunda volta.

Questionado pelos jornalistas, em Fátima, sobre se vai capitalizar os votos da Iniciativa Liberal para a sua candidatura, Marques Mendes explicou que, “no momento em que o candidato da Iniciativa Liberal decidiu associar-se ao Chega com as declarações que fez, muitos portugueses que votaram na IL no domingo [nas eleições antecipadas] estarão neste momento desiludidos, porque se sentem enganados e provavelmente teriam feito um voto diferente se tivessem conhecido estas declarações”. Acrescentou ainda que esta situação é “uma chamada de atenção para o próximo domingo”, defendendo que “as pessoas não se podem enganar” e que, por isso, “se tornou ainda mais importante concentrar os votos da área do centro” na sua candidatura.

Marques Mendes sublinhou também que a sua candidatura “passou agora a ser ainda mais necessária para a defesa da democracia e da estabilidade”, alertando para a necessidade de evitar “o populismo e o radicalismo, que agora passaram a estar juntos”. O candidato presidencial apoiado pelo PSD voltou a frisar que “o risco para a democracia existe no momento em que liberais e pessoas do Chega se associam”.

O candidato a Belém, que tem estado em queda nas últimas sondagens, defendeu que a sua é “uma candidatura pela estabilidade” e disse acreditar que “a maioria dos portugueses vai votar no próximo domingo pela estabilidade”, sublinhando que o país está “farto de eleições”. “Sou a única candidatura que se propõe defender, com toda a força, a estabilidade. Essa é a minha principal preocupação”, afirmou. Acrescentou ainda que, para ser “o Presidente da estabilidade”, é necessária “uma grande votação no próximo domingo”, defendendo que “os votos não se podem dispersar”.

Questionado sobre a alegação de um possível caso de assédio sexual envolvendo João Cotrim de Figueiredo e uma ex-assessora, Marques Mendes recusou-se a comentar o tema.

 

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