Câmara da Amadora exige ao Governo nova administração e meios para o hospital Amadora-Sintra

SItuação vivida no Hospital Fernando da Fonseca levou autarquia a exigir que Governo nomeie novo conselho de administração e reforce quadro clínico. PSD votou contra na decisão de tomada de posição.

A Câmara Municipal da Amadora aprovou nesta quarta-feira o envio de uma carta ao Governo exigindo mais meios humanos, a reformulação dos serviços e a nomeação do novo conselho de administração para o Hospital Professor Fernando da Fonseca (HFF).

Na votação em reunião de câmara, a proposta do PS foi validada pelos vereadores da CDU e Chega, merecendo apenas o voto contra da vereação PSD, refere a autarquia em comunicado.

“A autarquia considera que esta situação não é pontual nem inevitável, resultando antes de problemas estruturais prolongados, de uma gestão fragilizada e da ausência de decisões por parte do Governo relativamente à reorganização do hospital e à nomeação de uma liderança com mandato efetivo”, aponta o comunicado.

A Câmara Municipal da Amadora deliberou exigir ao Governo uma intervenção urgente, que passe pelo reforço imediato de recursos humanos, pela reorganização dos serviços de urgência e internamento, pela redução da dependência de médicos tarefeiros, e pela nomeação de um novo conselho de administração

Câmara Municipal da Amadora

Recorde-se que o anterior presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, Carlos Sá, se demitiu no início de novembro, após a morte de uma grávida no final de outubro e a garantia dada pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de que esta não era seguida no Sistema Nacional de Saúde.

Já no início de janeiro, foi a vez da enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra decidir deixar o cargo, assegurando não dispor de condições para prosseguir no exercício de funções.

A Câmara Municipal da Amadora deliberou exigir ao Governo uma intervenção urgente, que passe pelo reforço imediato de recursos humanos, pela reorganização dos serviços de urgência e internamento, pela redução da dependência de médicos tarefeiros, e pela nomeação de um novo conselho de administração”, aponta o município.

O município liderado pelo socialista Fernando Ferreira considera que a situação no hospital Amadora-Sintra “é insustentável e exige respostas imediatas e estruturais, de modo a garantir o direito à saúde da população e condições dignas de trabalho aos profissionais”.

Defendendo que o atual cenário vivido no atendimento aos utentes “coloca em risco a segurança” destes e “dos profissionais de saúde”, o comunicado nota que “nos últimos meses, e de forma particularmente crítica no início de janeiro, o Serviço de Urgência Geral do HFF registou tempos de espera inaceitáveis, funcionamento com equipas manifestamente insuficientes e uma sobrecarga extrema dos profissionais, comprometendo a qualidade e a segurança do atendimento prestado à população”.

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