Novobanco recorre para o Supremo contra Luís Filipe Vieira para limitar perdas de 160 milhões
O Novobanco recorre ao Supremo contra Luís Filipe Vieira para evitar perdas de 160 milhões e tornar-se acionista de duas empresas do antigo presidente do Benfica.
O Novobanco recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça para tentar limitar perdas superiores a 160 milhões de euros num processo contra Luís Filipe Vieira, antigo presidente do Sport Lisboa e Benfica. O banco pretende assim evitar tornar-se acionista de duas empresas, a Promovalor II e a Inland, que pertenciam e são presididas por Vieira, depois de ter sido derrotado nas instâncias inferiores.
O recurso foi apresentado em novembro, avança esta quarta-feira o Público. O banco, atualmente detido pelo fundo norte-americano Lone Star e em processo de passagem para o francês BPCE, procura limitar as perdas com financiamentos concedidos nos tempos do Banco Espírito Santo e de Ricardo Salgado, evitando assumir responsabilidades adicionais por empresas que já não têm valor.
O conflito judicial remonta a 2011, quando o BES reestruturou a dívida do grupo de Vieira através de empréstimos de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC): 90 milhões de euros para a Promovalor II e 70 milhões para a Inland, com prazo de dez anos. Caso os valores não fossem reembolsados até 2021, o banco poderia converter os VMOC em ações e tornar-se acionista das empresas, situação que o Novobanco agora procura evitar.
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