Eleições na Venezuela? “Algum dia”, responde a Casa Branca após María Corina Machado oferecer Nobel a Trump

  • Lusa
  • 15 Janeiro 2026

María Corina Machado visitou a Casa Branca e ofereceu o Prémio Nobel a Trump e ouviu que o atual governo venezuelano tem cumprido "todas as exigências e solicitações dos EUA".

A Casa Branca informou esta quinta-feira que o Governo venezuelano tem cumprido “todas as exigências e solicitações dos Estados Unidos e do Presidente” Donald Trump, desde a captura de Nicolás Maduro por Washington.

Em conferência de imprensa, no dia em que Trump recebeu a líder da oposição venezuelana e Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o chefe de Estado norte-americano mantém a expectativa de que a Venezuela venha a realizar eleições “algum dia”. Machado afirmou, mais tarde, que tinha oferecido o seu Novel ao presidente dos EUA.

“O Presidente está empenhado na esperança de que algum dia haja eleições na Venezuela, mas não tenho um calendário atualizado para lhe dar hoje”, assegurou a porta-voz, acrescentando que, até agora, as autoridades interinas em Caracas, lideradas pela Presidente interina Delcy Rodriguez, têm cooperado com os Estados Unidos no quadro definido pelo Governo norte-americano.

Os Estados Unidos finalizaram esta quinta a primeira venda de petróleo venezuelano desde que assumiram o controlo do setor energético da Venezuela.

A venda, avaliada em cerca de 500 milhões de dólares (cerca de 400 milhões de euros), representa o primeiro carregamento de crude venezuelano comercializado sob a supervisão dos Estados Unidos após a detenção do Presidente deposto Nicolás Maduro. A receita da transação está a ser gerida em contas bancárias controladas pelos Estados Unidos, com uma conta principal localizada no Qatar, considerado um local neutro para facilitar transferências sob aprovação norte-americana.

Segundo o Governo norte-americano, outras vendas de petróleo venezuelano poderão ser concretizadas nos próximos dias ou semanas, no âmbito de um plano que prevê um total de cerca de dois mil milhões de dólares (cerca de 1,65 mil milhões de euros) em transações.

A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou que o acordo energético histórico negociado pelo Presidente Donald Trump após a captura de Maduro beneficiará tanto os consumidores norte-americanos como o povo venezuelano. Na semana passada, Trump anunciou que entre 30 e 50 milhões de barris de crude venezuelano de alta qualidade seriam entregues aos Estados Unidos para venda, representando cerca de um a dois meses de produção.

O Presidente norte-americano disse ainda que pretende controlar as receitas dessas vendas. No mesmo contexto, Trump encorajou grandes companhias petrolíferas a participarem num concurso para explorar as vastas reservas de hidrocarbonetos do país sul-americano.

Apesar das perspetivas de investimento, a ExxonMobil, uma das principais petrolíferas dos Estados Unidos, declarou recentemente que “era impossível investir” na Venezuela dadas as circunstâncias atuais, refletindo as dificuldades enfrentadas pelas empresas no país. A Casa Branca também assinou uma ordem executiva de emergência para proteger os ativos venezuelanos, incluindo as receitas do petróleo detidas nos Estados Unidos, de eventuais confiscações por tribunais ou credores.

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