Portugal foi dos países da UE onde peso da agricultura no emprego mais desceu
Em dez anos, peso da agricultura no emprego total em Portugal foi cortado em metade, passando de 10% para cerca de 5%. No conjunto da UE, também caiu, mas muito menos (1,3 pontos percentuais).
O peso da agricultura no emprego total está a encolher em todos os países da União Europeia (UE), mas nuns a queda tem sido mais expressiva do que noutros. De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, Portugal foi um dos Estados-membros onde o recuo foi mais acentuado, entre 2013 e 2023.
“Em 2023, havia 8,4 milhões de pessoas empregadas no setor agrícola da União Europeia. À medida que o número de quintas diminuiu, o emprego na agricultura decresceu, com o peso no emprego total a cair de 5,2% em 2013 para 3,9% uma década depois“, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta manhã.
De acordo com o Eurostat, esta trajetória é explicada, pelo menos em parte, pela evolução tecnológica, nomeadamente pela automatização de certas funções. “A tecnologia está a transformar a agricultura e a moldar os incentivos económicos e as escolhas dos trabalhadores se dedicarem a este setor”, observa o gabinete de estatísticas.
Na década considerada (2013-2023), o peso da agricultura no emprego total caiu em todos os países da UE, tendo o maior recuo sido registado na Roménia.
Nesse país, a fatia passou de cerca de 29,6% em 2013 para cerca de 20,7% em 2023 (um recuo de 8,9 pontos percentuais). Ainda assim, a Roménia mantém-se como o país do bloco comunitário onde a agricultura tem maior expressão no emprego total.

E Portugal? Por cá, a agricultura representava cerca de 10% do emprego em 2013. Já em 2023, essa fatia encolheu para cerca de 5%, tendo Portugal sido um dos países onde a expressão da agricultura no emprego total mais diminuiu, como mostra o gráfico acima.
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