Yazaki despede 163 pessoas na fábrica em Ovar para “assegurar a viabilidade das operações em Portugal”

Em sete meses, a japonesa Yazaki já despediu 467 funcionários da fábrica de Ovar. Empresa justifica que a redução de empregos tem como objetivo "assegurar a viabilidade das operações em Portugal".

A Yazaki Saltano despediu 163 pessoas na fábrica de Ovar, com efeitos imediatos. Os trabalhadores afetados já não se apresentaram ao trabalho esta sexta-feira. A fábrica de componentes automóveis justifica que redução de empregos tem como objetivo “assegurar a viabilidade das operações em Portugal“, perante um contexto exigente que a indústria está a ultrapassar.

“A unidade industrial da Yazaki em Portugal, Yazaki Saltano de Ovar, continua a operar num contexto exigente, marcado pelos atuais desafios da indústria automóvel europeia“, refere a empresa em comunicado enviado ao ECO, destacando “a crescente pressão sobre os custos, a subsidiária portuguesa da Yazaki EMEA enfrenta exigências acrescidas para manter a sua competitividade face às atuais condições de mercado”.

“Como resposta a este cenário, a empresa está a implementar medidas de otimização de recursos e de integração tecnológica, com vista ao reforço da sua competitividade no mercado, bem como à continuidade da sua presença e atividade em Portugal”, explica a Yazaki Saltano.

A empresa garante que “todos os procedimentos legais aplicáveis estão a ser cumpridos, tendo sido igualmente criado um gabinete de apoio dedicado aos colaboradores abrangidos”, realçando ainda que “com a implementação desta medida, a Yazaki visa assegurar a viabilidade das suas operações em Portugal e reforçar a sua capacidade de angariar novos projetos”.

Este despedimento surge sete meses depois da fábrica de componentes automóveis ter anunciado que pretendia despedir 364 trabalhadores na mesma unidade. No entanto, acabaram por sair 304 colaboradores, menos 60 que o previsto.

O presidente da Câmara de Ovar, Domingos Silva, disse à TSF que a autarquia vai apoiar trabalhadores do concelho despedidos da Yazaki Saltano. Entre os apoios estão “complementos de renda, apoio à medicação, apoio a consumos como luz, medicamentos e até um fundo de emergência”.

Até novembro, o número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% quando comparado com o período homólogo, o que supera o total de todo o ano de 2024. Nos últimos meses têm sido noticiados despedimentos em várias empresas ligadas ao setor da indústria, como por exemplo a Coindu, que avançou em outubro do ano passado com o segundo despedimento coletivo na fábrica de Famalicão.

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