Exclusivo BCE. Centeno felicita Boris Vujčić mas pede mais representação portuguesa na regulação europeia

Ex-governador do Banco de Portugal não conseguiu ser escolhido para vice-presidente do BCE mas defende que as razões da sua candidatura "permanecem intocadas".

Mário Centeno chegou esta segunda-feira à segunda de três votações no Eurogrupo mas acabou por não conseguir ser escolhido como vice-presidente do Banco Central Europeu, disputa na qual esteve envolvido nos últimos meses. O vencedor acabou por ser o croata Boris Vujčić, que na última ronda de votações ficou contra Olli Rehn, da Finlândia. Em declarações escritas enviadas ao ECO, Centeno felicita o vencedor mas olha já para a frente, alertando que Portugal tem de ter uma maior presença nas instituições regulatórias da União.

“Queria começar por felicitar o meu colega Boris Vujčić pela eleição para a vice-presidência do BCE. Quero agradecer a todos os que em Portugal e na Europa se interessaram por esta eleição e me ajudaram no processo, e foram muitos. Já tive oportunidade de explicar as razões da minha candidatura, que permanecem intocadas. O apoio recebido após a audição no Parlamento Europeu é demonstrador das razões da candidatura“, defende o responsável aludindo ao facto de, entre seis candidatos, ter sido um dos dois recomendados como favoritos pelo Parlamento Europeu.

Fechado este capítulo e esta possibilidade, Mário Centeno considera que o País deve esforçar-se por aumentar o nível de representação neste tipo de instituições. “Portugal continua sem representação em instituições reguladoras europeias, algo que devemos trabalhar em conjunto para corrigir num futuro próximo”, conclui.

Portugal continua sem representação em instituições reguladoras europeias, algo que devemos trabalhar em conjunto para corrigir num futuro próximo

Mário Centeno

Ex-Governador do Banco de Portugal

A eleição para vice-presidente do BCE teve lugar na reunião do Eurogrupo, o encontro informal dos ministros das Finanças da Zona Euro. Concorriam Mário Centeno (Portugal), Mārtiņš Kazāks (Letónia), Madis Müller (Estónia), Rimantas Šadžius (Lituânia), Olli Rehn (Finlândia) e ainda Boris Vujčić (Croácia), que acabou por vencer a ronda final frente ao candidato finlandês.

Na primeira ronda, haviam saltado fora os candidatos da Lituânia e da Estónia, numa aparente estratégia para concentrar apoios no candidato letão; mas de seguida, foi a vez da Letónia e de Portugal retiraram os seus candidatos, na busca de um consenso.

Boris Vujčić tem agora pela frente um mandato de oito anos na autoridade monetária com sede em Frankfurt e que decide o nível de taxas de juro na Zona Euro.

No próximo ano há mais três posições de alto nível no BCE que ficam vagas: em maio termina o mandato de Philip Lane como economista-chefe; em outubro chega ao fim a presidência de Christine Lagarde; e em dezembro é vez de o mandato de Isabel Schnabel como administradora executiva a terminar.

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