Croata Boris Vujčić ganha corrida na eleição para vice-presidente do BCE

Boris Vujčić, governador do Banco Central da Croácia, superou toda a concorrência e vai suceder a Luis de Guindos como vice-presidente do BCE a partir de junho.

Boris Vujčić foi eleito esta segunda-feira vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE). O governador do Banco Central da Croácia ganhou a corrida contra outros cinco candidatos, incluindo o português Mário Centeno, e vai suceder ao espanhol Luis de Guindos como ‘braço-direito’ de Christine Lagarde a partir de 1 de junho.

A eleição teve lugar na reunião do Eurogrupo, o encontro informal dos ministros das Finanças da Zona Euro. Concorriam Mário Centeno (Portugal), Mārtiņš Kazāks (Letónia), Madis Müller (Estónia), Rimantas Šadžius (Lituânia), Olli Rehn (Finlândia) e ainda Boris Vujčić (Croácia), que acabou por vencer a ronda final frente ao candidato finlandês.

Boris Vujčić tem agora pela frente um mandato de oito anos na autoridade monetária com sede em Frankfurt e que decide o nível de taxas de juro na Zona Euro.

O presidente do Eurogrupo salientou, em conferência de imprensa, “as competências e os conhecimentos especializados” dos seis candidatos à vice-presidência do BCE. Kyriakos Pierrakakis salientou o “sinal de maturidade institucional, num contexto em que o número de candidatos foi excecional e tendo em conta experiências passadas”, já que foram necessárias menos de três horas para chegar a acordo, ao passo que em 2012 foram necessários seis meses.

No próximo ano há mais três posições de alto nível no BCE que ficam vagas: em maio termina o mandato de Philip Lane como economista-chefe; em outubro chega ao fim a presidência de Christine Lagarde; e em dezembro é vez de o mandato de Isabel Schnabel como administradora executiva a terminar.

Quem é Boris Vujčić?

É praticamente um desconhecido a nível europeu, mas foi a cartada que a Croácia decidiu jogar com o argumento de que os chamados países do alargamento precisam de começar a ter uma representação mais relevante a nível comunitário e das suas principais instituições.

Nascido em 1964, tem um currículo sobretudo local, com a sua formação a fazer-se em Zagreb, a capital do seu país, ainda que tenha sido professor visitante em instituições em Inglaterra, Alemanha e EUA.

O seu primeiro emprego foi enquanto professor universitário e entrou para o Banco Central da Croácia em 1996, para liderar o departamento de research económico, continuando por vários anos a ser professor. Em 2000 tornou-se vice-governador do banco central croata. E em 2012 foi promovido a governador.

(notícia atualizada às 18h00)

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