Mário Centeno retira-se da corrida a vice-presidente do BCE

Ex-governador português acabou por ser ultrapassado pelo croata Boris Vujčić na eleição para suceder a Luis de Guindos como 'número dois' do BCE.

Mário Centeno retirou-se da corrida a vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), apurou o ECO junto de fonte próxima do processo. O ex-governador do Banco de Portugal acabou por ser ultrapassado por Boris Vujčić, da Croácia, que sucederá ao espanhol Luis de Guindos como ‘número 2’ do banco central do euro.

A eleição teve lugar na reunião desta segunda-feira do Eurogrupo, o encontro informal dos ministros das Finanças da Zona Euro. Além do ex-governador do Banco de Portugal e do croata, concorriam Mārtiņš Kazāks (Letónia), Madis Müller (Estónia), Rimantas Šadžius (Lituânia) e Olli Rehn (Finlândia). Foi com este último que Vujčic, governador do banco central croata, acabou por disputar a ronda final.

À entrada para a reunião, o ministro Joaquim Miranda Sarmento já antecipava um processo “muito difícil” para Mário Centeno porque o lugar já havia sido ocupado por um português – Vítor Constâncio, entre 2010 e 2018 – e porque “há equilíbrios regionais com os países de leste e países bálticos que é necessário olhar”.

Neste processo, cada país vota, de forma secreta, em rondas sucessivas, até se atingir a maioria qualificada exigida. Esta é de um mínimo de 16 votos favoráveis a um dos candidatos (72% dos países), mas isso não chega: tal valor tem de incluir países com pelo menos 65% da população da Zona Euro.

O mandato de Luis de Guindos como vice-presidente do BCE termina em maio. No próximo ano há mais três posições de alto nível no BCE que ficam vagas: em maio termina o mandato de Philip Lane como economista-chefe; em outubro chega ao fim a presidência de Christine Lagarde; e em dezembro é vez de o mandato de Isabel Schnabel como administradora executiva a terminar.

(notícia atualizada às 18h02)

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