“Seguro é o representante de tudo o que o país não deve aceitar”, diz Ventura
O candidato apoiado pelo Chega, que passou à segunda volta, destacou a derrota do candidato do Governo e do montenegrismo" e apelou ao voto de todos os que não querem o PS em Belém.

André Ventura, um dos vencedores da noite eleitoral, disse este domingo que os resultados obtidos na primeira volta das presidenciais mostram que o Chega ocupou o espaço não socialista em Portugal. O candidato apoiado pelo Chega apelou ao voto da direita e de todos os que não se reveem no PS no próximo dia 8 de fevereiro.
“Esta não será só uma luta do Chega contra o PS”, garantiu André Ventura, no discurso vitorioso, a partir da sede da sua candidatura, em Lisboa. “O socialismo destrói. O socialismo mata. O socialismo corrompe”, afirmou, numa intervenção que durou cerca de 20 minutos e mereceu os aplausos e intervenções entusiastas da plateia.
António José Seguro “defende tudo ao contrário do que nós defendemos”, frisou Ventura, é o “representante de tudo o que o país não deve aceitar”, significa o regresso de José Sócrates, António Costa ou Eduardo Ferro Rodrigues e “vai permitir que as portas continuem abertas” para os imigrantes e “quem vem para cá não cumpra regras”.
“Vamos liderar o espaço não socialista em Portugal”, sintetizou o candidato apoiado pelo Chega, salientando que “a direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses” deram-lhes “a liderança dessa direita”. “Demos um sinal ao país que estamos nisto a sério, não por nós, mas para vencer Portugal. Conseguimos derrotar o candidato do Governo e do montenegrismo”, referiu, fazendo referência a Luís Mendes Mendes.
Em relação à campanha, mencionou que as caravanas percorreram o país de norte a sul sem sobressair à custa de críticas aos rivais. “Fizemos campanha sem picardia pessoal, sem ofensa. Começámos a dizer as verdades, enfrentando tudo e todos. Ouvimos 90% de apoio e 10% de críticas. Fizemos a campanha, talvez, mais popular de sempre”, comentou sobre as últimas semanas, acrescentando que, enquanto os outros adversários se atacavam, a sua campanha falava de saúde, de corrupção, dos problemas de imigração e dos impostos sobre as empresas.
“Passados seis anos da fundação do Chega, tenho de dizer isto: esta foi a maior honra da minha vida”, concluiu o líder do partido que o apoia nesta corrida para a Presidência. Sem “prometer vitória”, fez promessas de trabalho e almejou “que o povo que não quer o socialismo vai-se agregar”. E fez também um trocadilho: “Não tenham medo da mudança, uma mudança segura sem ser com Seguro”
"Acredito que o povo que não quer o socialismo vai-se agregar.”
Antes, durante e depois deste discurso de André Ventura, os apoiantes presentes no ‘quartel-general’ mostraram-se eufóricos com os resultados. Na audiência, gritou-se “vitória” e cantou-se, além do hino, “a 8 de fevereiro Ventura em primeiro”. “Estamos de parabéns. Daqui a três semanas ainda vai ser melhor. Esta família é enorme. Somos os vencedores”, ouviu-se ao microfone no hotel Marriott.
Logo por volta das 18h30, ainda antes das primeiras projeções sobre a abstenção, antecipava-se “uma noite memorável”. Os apoiantes, que envergavam cachecóis do Chega em vez de merchandising da campanha, foram ocupando as cadeiras onde se encontravam dezenas de bandeiras. Apesar de a multidão só ter lotado o salão principal pela 22h00, devido ao compasso de espera pelas sondagens à boca das urnas e pela chegada do próprio candidato, que se encontrava na missa, o ambiente no lobby era de ânimo e convívio, em frente ao balcão do bar, entre taças de vinho e gin.
André Ventura ficou em segundo lugar nesta primeira volta das eleições presidenciais com 23,53% dos votos, quando faltava, apurar 0,24% dos votos, correspondentes a oito consulados.
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