Trump gostaria de envolver opositora María Corina Machado no futuro da Venezuela

  • Lusa
  • 20 Janeiro 2026

"Eu era contra a Venezuela, mas agora amo a Venezuela", disse o presidente norte-americano, em conferência de imprensa do primeiro ano do segundo mandato na Casa Branca.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que gostaria de envolver a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, no futuro do país, embora a tenha afastado da sua estratégia após a captura do ex-líder Nicolás Maduro.

Em conferência de imprensa em Washington, no dia em que se assinala o primeiro ano do seu regresso à Casa Branca, Trump referiu-se a “uma mulher incrivelmente bondosa”, depois de María Corina Machado lhe ter oferecido o Prémio Nobel da Paz que recebeu em 2025, num gesto não reconhecido pelo comité de Oslo.

“Estamos em negociações com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Gostava muito de poder fazê-lo”, declarou sem detalhes. O Presidente norte-americano insistiu que a Venezuela enviava anteriormente os seus “traficantes de droga e prisioneiros” para os Estados Unidos, uma situação que se alterou após a captura de Maduro.

“Eu era contra a Venezuela, mas agora amo a Venezuela”, disse Trump, acrescentando que tem “trabalhado muito bem” com o novo Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Maduro, que assumiu o poder após a sua deposição.

Donald Trump indicou que as petrolíferas estão a preparar-se para fazer “investimentos massivos” na Venezuela, um país que diz possuir “mais petróleo até do que a Arábia Saudita”.

Em 3 de janeiro, tropas norte-americanas depuseram Nicolás Maduro durante um ataque na Venezuela que resultou na captura e transferência do líder chavista e da sua mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque, onde ambos enfrentam acusações de tráfico de droga.

Trump anunciou então que governaria a Venezuela e, posteriormente, apoiou o novo Governo de Rodríguez, justificando que estava a cumprir todas as exigências de Washington, incluindo o acesso ao setor petrolífero venezuelano. Até à data, os Estados Unidos excluíram María Corina Machado do processo de transição, considerando que não tem apoio interno suficiente para liderar o país.

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