“Alarmismo criado” em torno da ESNA “foi absolutamente fantasioso”

"O Governo está à espera da melhor oportunidade político/diplomática para apresentar o documento em Bruxelas", revelou o ministro Castro Almeida.

O ministro da Economia garantiu que a Aliança Europeia de Startups (ESNA – Europe Startup Nations Alliance) não está em risco. “Não está em discussão acabar com a ESNA e não há nenhum prazo que extingue esta associação”, disse Castro Almeida esta quarta-feira no Parlamento, acrescentando que o Executivo não está a falhar nenhum prazo, porque este não existe. “O alarmismo criado foi absolutamente fantasioso”, atirou.

“Não está em discussão acabar com a ESNA, não há nenhum prazo que extingue esta associação. O que está em causa é evoluir para um modelo europeu que lhe dê maior escala e sustentabilidade financeira e que possa integra até 27 Estados-membros” e não apenas os atuais 19, explicou o responsável na Comissão de Economia.

“A ESNA tem sede em Portugal e vai manter-se em Portugal. Ninguém vem vá extinguir a associação ou fechar as portas. Não há nenhum risco disso. O alarmismo criado foi absolutamente fantasioso”, frisou o ministro, em resposta ao PS que defende que “o incumprimento de prazos definidos pela Comissão Europeia, verificado em junho e setembro, coloca Portugal numa posição de fragilidade, abrindo a porta a que outros Estados-membros acolham a sede da organização”.

“É intenção do Governo, a curto prazo, apresentar à Comissão Europeia uma proposta que transforme a ESNA – que é uma associação sedeada em Portugal, de direito privado – num serviço europeu que lhe dê maior escala no plano técnico e financeiro e que lhe alargue o âmbito a 27 países em vez e 19″, explicou.

“O Governo está à espera da melhor oportunidade político/diplomática para apresentar o documento em Bruxelas”, revelou.

O PS considera particularmente “grave que o atual Governo esteja a colocar em risco este ativo estratégico, tanto mais que se trata de um projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência em cerca de 6,7 milhões de euros, dos quais 3,1 milhões já foram recebidos”, lê-se no requerimento apresentado para ouvir Castro Almeida. “A ausência de respostas claras, de um plano de ação e de um calendário definido revela uma preocupante falta de prioridade política num dossiê estruturante para a economia portuguesa”, acusam os socialistas.

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