Burberry cresce no final de 2025 à boleia da Gen Z chinesa
A empresa britânica teve uma receita de 762 milhões no último trimestre de 2025. As vendas subiram 3%.
A Burberry conseguiu reverter tendências negativas recentes no último trimestre de 2025, com crescimento moderado da receita e das vendas comparáveis, impulsionado sobretudo pela dinâmica na Ásia, em particular Grande China e Ásia Pacífico, e pela resposta positiva a campanhas centradas na herança britânica e em produtos icónicos, de acordo com informação da empresa.
A receita de retalho aumentou para 762 milhões de euros, um crescimento de 1% face a igual período do ano anterior e de 3% a taxas de câmbio constantes, refletindo ligeira recuperação do desempenho comercial. As vendas também subiram 3%, revertendo a queda de 4% registada no mesmo trimestre do ano anterior — um bom sinal para a marca britânica, a completar 170 anos.
Por regiões, o cenário é este:
- Ao contrário do que aconteceu com outras marcas, a China destacou-se com um crescimento de 6% em vendas comparáveis.
- Ásia Pacífico também apresentou crescimento de 5%, impulsionado sobretudo por mercados como a Coreia do Sul.
- Américas registaram um crescimento mais modesto: 2%.
- EMEIA (Europa, Médio Oriente, Índia e África) ficou estável, refletindo um ambiente de menor dinamismo, especialmente face à queda no turismo.
“Na China, em particular, fomos claramente impulsionados pelo crescimento da Geração Z, que já tínhamos assinalado no trimestre anterior, mas que se acelerou de forma significativa com a entrada no pico da época de outerwear e dos cachecóis”, afirmou Schulman numa conferência telefónica com jornalistas, citado pela Reuters.
“Durante o trimestre festivo, continuámos a reforçar o dinamismo da estratégia Burberry Forward, registando uma melhoria sequencial no crescimento das vendas comparáveis e uma melhor qualidade da receita em todos os canais e geografias”, diz o CEO da empresa, Joshua Schulman, em comunicado.
“Os nossos clientes responderam positivamente às campanhas e experiências imersivas de Timeless British Luxury, enquanto a força contínua da nossa categoria core de outerwear começa agora a estender-se aos acessórios e ao ready-to-wear. À medida que entramos no 170.º aniversário da Burberry, estes resultados reafirmam a força duradoura da nossa marca icónica e dão-nos confiança no caminho a seguir.”
Schulman está ao leme da Burberry desde julho de 2024 e apostou um regresso ao espírito britânico, gabardines e lenços, ao mesmo tempo que cortava cerca de 20% dos custos com pessoal. As ações da empresa, que valorizaram cerca de 29% em 2025, subiam 4,4% às 09h40 GMT.
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