Certificados de Aforro superam fasquia dos 40 mil milhões pela primeira vez

Famílias aplicaram no ano passado mais 5,4 mil milhões de euros nos Certificados de Aforro.

O investimento em Certificados de Aforro superou no final de 2025 a barreira dos 40 mil milhões de euros, refletindo o forte interesse dos pequenos aforradores neste instrumento de poupança do Estado.

Em dezembro, as famílias aplicaram 430,9 milhões de euros nestes certificados, em subscrições líquidas de resgates. O que fez com que as aplicações neste produto de poupança do Estado atingissem os 40,2 mil milhões de euros no final do ano passado, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

Ao longo do ano passado, os Certificados de Aforro captaram 5,45 mil milhões de euros, o que corresponde a uma taxa de subscrição mensal de 450 milhões.

O que está por detrás deste interesse? A melhoria da remuneração dos Certificados de Aforro, em contraste com a pobre taxa de juro dos depósitos bancários, tem aguçado o apetite por este tipo de poupança. Em dezembro, a taxa de juro base dos Certificados de Aforro subiu para 2,057%, à boleia do aumento da Euribor a três meses, o indexante utilizado para calcular o rendimento base destes títulos e que deverá continuar subir nos próximos meses.

Já as novas aplicações em depósitos renderam uma média de 1,37% em novembro (últimos dados disponíveis), estabilizando em relação ao mês anterior, com Portugal a apresentar a quarta taxa mais baixa na Zona Euro.

Fonte: Banco de Portugal

Já os Certificados do Tesouro continuam a perder brilho. Há 50 meses seguidos que as famílias estão a tirar dinheiro destes certificados. Em dezembro os resgates líquidos de subscrições atingiram os 214 milhões de euros, com o stock total a cair para 7,74 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde novembro de 2015.

Apesar da (nova) quebra nos Certificados do Tesouro, a subida mais expressiva nos Certificados de Aforro permitiu um aumento do valor das poupanças que as famílias confiam ao Estado para um novo máximo de sempre: 47,93 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h21)

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