Noruega avisa população que casas e carros podem ser requisitados em caso de conflito

País está a preparar a população para um cenário de guerra e avisa que enfrenta a situação de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial.

Depois de a Gronelândia ter avisado a sua população para se preparar para um cenário de invasão e de o Canadá antecipar cenários de invasão por parte dos Estados Unidos, o governo da Noruega começou a preparar os noruegueses para um cenário de conflito. O exército do país enviou milhares de cartas a avisar para eventuais expropriações em caso de guerra.

Com pouco mais de cinco milhões, mas um território vasto rico em matérias-primas, nomeadamente petróleo, o país nórdico deve estar preparado para se defender, avisando a população que, em último recurso em caso de guerra, o exército poderá requisitar casas, carros ou máquinas, segundo informou o próprio governo norueguês.

Segundo um comunicado divulgado pelo exército, citado pelo El Economista, “as expropriações, têm como objetivo garantir que, numa situação de guerra, as Forças Armadas tenham acesso aos recursos necessários para a defesa do país“. Segundo a mesma notícia, num primeiro passo, serão emitidas aproximadamente 13.500 notificações preliminares de expropriações para 2026.

O pedido é válido por um ano, sendo que cerca de dois terços das notificações enviadas em 2026 foram renovações de anos anteriores.

“A importância de estar preparados para crises e guerra aumentou drasticamente nos últimos anos”, afirma o chefe de organização logística militar, Anders Jernberg, citado em comunicado. “A Noruega enfrenta a situação de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. A nossa sociedade deve estar preparada para crises de segurança e, no pior cenário, para a guerra“, alerta.

A Noruega, um dos membros fundadores da NATO, tem vindo a reforçar a sua defesa nos últimos anos, face às ameaças que rodeiam a região. Nos últimos dias, a situação em torno da Gronelândia, região que o presidente dos EUA quer controlar, não descartando uma intervenção militar, tem deixado os países nórdicos em alerta.

Face a este cenário, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, defendeu esta terça-feira que a solução para a segurança da Gronelândia poderia ser uma presença permanente da NATO, ao estilo dos países bálticos, afirmando que Copenhaga fez esse pedido à Aliança Atlântica.

“O que propusemos através da NATO é uma presença mais permanente na Gronelândia e arredores”, disse, em declarações reportadas pela agência Ritzau, após uma sessão parlamentar em Copenhaga.

A proposta é inspirada no trabalho da aliança na região do Mar Báltico, onde as tropas da NATO estão permanentemente estacionadas na Estónia, Letónia e Lituânia e também cooperam na vigilância marítima através da missão chamada “Baltic Sentinel”. “Isto pode ser transferido para a região ártica”, considerou Frederiksen.

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