Caso de desinformação “ataca a posição internacional de Portugal”, defende Leitão Amaro

Rafael Correia,

O ministro da Presidência, Leitão Amaro, considera que o Governo "tem sido coerente" na sua resposta à desinformação nas redes sociais.

O ato de desinformação “ataca a posição internacional de Portugal”, defendeu o ministro da Presidência, Leitão Amaro, durante esta quinta-feira no Conselho de Ministros. Esta resposta surgiu após o gabinete do primeiro-ministro ter anunciado que ia apresentar queixa sobre uma “falsa publicação do Presidente dos Estados Unidos da América com imagem de mensagem atribuída ao primeiro-ministro de Portugal” na rede social X.

O autor da publicação respondeu esta manhã à queixa, afirmando que “a página Volksvargas é uma página de sátira política, conhecida por publicar memes”. No entanto, Leitão Amaro não concorda com esta visão. “Não é de uma conta que se afirme como paródia. Não é de uma mensagem que diga que é satírica, irónica ou uma brincadeira. Foi uma falsidade espalhada por centenas de milhares de pessoas“, considerou.

Na opinião do Governo “há instrumentos que são utilizados no meio social para distinguir o que é brincadeira do que é desinformação. Quando os utilizadores são sofisticados e repetidos, como aparenta ser o caso, essa distinção é ainda mais clara e não foi feita“.

“É uma defesa da verdade, da instituição e do bom nome do primeiro-ministro de Portugal que foi vítima, como muitos outros portugueses são alvo no espaço online, de ações de desinformação. Esta é de larguíssima escala“, defendeu ainda. “Eu acho que os portugueses percebem. Eu quase que diria que exigem que reaja a este ataque à instituição de primeiro-ministro“, apontou.

Leitão Amaro não avançou pormenores sobre como a queixa irá ser apresentada. “Foi um evento que aconteceu nas últimas horas. Compreendam que há um tempo de preparação da reação à queixa”, respondeu aos jornalistas.

O ministro considerou ainda que o Governo “tem sido coerente” na sua resposta à desinformação nas redes sociais, notando que tem alertado “em alguns momentos críticos” para a existência de desinformação. “Há casos onde não se percebe de onde vem. Nem porquê. Nem de quem. Há outros casos em que se percebe. Onde se reconhece e onde se vê de forma clara a tentativa de desinformação“, explicou.

Não deixa de ser sintomático e lamentável que o Governo não se preocupe com a desinformação propagada pelo Chega, mas procure intimidar uma página satírica ao ponto de querer processar o seu autor”, reagiu já ao inicio da tarde o autor do post, após ter tomado conhecimento que o Governo ia avançar com uma queixa.

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