Portugal no Conselho de Paz? Montenegro defende que “não há alternativa à ONU”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defende que é altura da Europa "reafirmar a unidade e a firmeza na defesa dos princípios".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta quinta-feira que é altura de a Europa “reafirmar a unidade e a firmeza na defesa dos princípios, da soberania e da integridade territorial dos seus Estados”. Em declarações aos jornalistas, em Bruxelas, à entrada do Conselho Europeu informal, o líder do Governo considerou que esta foi uma reunião importante num momento “crucial do ponto de vista político, económico e da segurança coletiva”.

Sobre o Conselho de Paz lançado esta quinta-feira, em Davos, por Donald Trump, Montenegro afirmou que “não há alternativa às Nações Unidas” e sublinhou que qualquer visão alternativa não terá o acolhimento do Governo português.

“Um conselho de paz para monitorizar o processo de paz na Faixa de Gaza pode eventualmente ter algum desenvolvimento e participação. Tudo o que extravase esse objetivo, conferindo-lhe uma natureza genérica de intervenção de alguma forma concorrencial com o espírito e o funcionamento das Nações Unidas, parece-nos completamente desajustado”, explicou.

Questionado sobre o que poderá estar para vir no plano internacional, o primeiro-ministro afirmou que, neste momento, é difícil antecipar o futuro. “Vivemos tempos de imprevisibilidade e temos de estar conscientes disso”, afirmou, acrescentando que é necessário que a Europa consiga ajustar-se e relacionar-se com os seus parceiros, “incluindo os Estados Unidos”.

“Quando a Europa está firme e unida, os seus pontos de vista podem ser salvaguardados. Quando se divide em posições muito individualizadas, torna-se mais frágil e os seus interesses tornam-se mais difíceis de alcançar”, concluiu.

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