Presidenciais. Governo afasta “divisão do espaço político em dois blocos”

Após o Conselho de Ministros, Leitão Amaro afastou a narrativa sobre as presidenciais, afirmando que, no que toca ao Governo, "não há uma dicotomia. Não há, aliás, só uma oposição".

O Governo continua firme em não tomar posição sobre os candidatos presidenciais e o Conselho de Ministros desta quinta-feira foi mais um exemplo. Questionado pelos jornalistas, o Ministro da Presidência desafiou a narrativa de que há dois espaços políticos em confronto no país, um da esquerda e outro da direita. Para António Leitão Amaro, não há dois blocos, mas sim três, com o Executivo no meio, replicando uma tese defendida por Luís Montenegro na noite eleitoral.

“Há só uma coisa que eu queria dizer e que não é sobre a escolha das presidenciais. É exatamente sobre o processo de governação. O que estamos a observar, e temos observado no parlamento e no plano legislativo, é que não há uma dicotomia, não há dois campos. Não há, aliás, só uma oposição”.

Para a segunda volta das presidenciais, André Ventura tem caracterizado a contenda como uma disputa entre a direita e os socialistas; enquanto do lado de Seguro a narrativa tem sido vista como uma luta entre as forças democráticas e as anti-sistema.

Aquilo que nós enfrentamos, por assim dizer, politicamente, não são dois blocos, não há uma divisão do espaço político em dois blocos. Os portugueses todos sabem que isso não é assim em Portugal

António Leitão Amaro

Ministro da Presidência

“Muitas vezes me perguntam como vão ser as coisas no parlamento, aquilo que nós enfrentamos, por assim dizer, politicamente, não são dois blocos, não há uma divisão do espaço político em dois blocos. Os portugueses todos sabem que isso não é assim em Portugal. Há o Governo e há a oposição, mas a oposição às vezes atua em conjunto e às vezes afasta-se entre um bloco na esquerda – que inclui o bloco de esquerda – e uma força populista“, acrescentou.

É assim que nós vemos e creio que é assim que os portugueses veem: socialistas, populistas, e uma força reformista, transformadora, moderada, de centro, de centro-direita, que está a procurar mudar a vida das pessoas”, concluiu.

Quando questionado sobre se havia alguma regra para os membros do Governo não se pronunciarem sobre os candidatos presidenciais e alguma proibição de se envolverem no tema, tanto Leitão Amaro como Miguel Pinto Luz – também presente na conferência de imprensa – negaram que tal lhe tenha sido imposto.

“Sobre impedimento [de envolvimento na questão das presidenciais], vou repetir o que o primeiro-ministro disse ontem: nós passámos semanas a ouvir a queixa de que nós estávamos a participar demais. No Governo não há inibição do exercício de direitos políticos. Há deveres de reserva, que foram e são escrupulosamente respeitados, ponto”, segundo Leitão Amaro.

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