Ranking Seguradoras 2025: Ganharam as que aproveitaram a explosão do ramo Vida
Foi quase batido o recorde de vendas anual de seguros estabelecido em 2010. Fidelidade mantém liderança, Ageas é segundo mas Generali aproximou-se. Sucesso da BPI, Mapfre e Santander. Veja o ranking.
A Fidelidade manteve a liderança do mercado nacional de seguros em 2025, confirmam dados agora divulgados pela ASF, entidade supervisora do setor. Num ano marcado pelo sucesso dos seguros financeiros do ramo Vida ligados a fundos de investimento, cujos prémios emitidos cresceram 1.460 milhões de euros em relação a 2024, as companhias que aproveitaram esse momento conseguiram ganhos de quota de mercado com significado.
Houve 65 seguradoras diferentes a operar em Portugal no ano passado, as quais foram agrupadas em 40 grupos diferentes por ECOseguros, estabelecendo um ranking que distinguiu a subida de três principais grupos seguradores: Generali, BPI Vida e Pensões, e Santander Seguros.
O mercado em 2025 atingiu 16,18 mil milhões de euros em receitas de prémios, um valor 13% superior ao período homólogo anterior. Já o ramo Vida conseguiu 8,15 mil milhões de euros de prémios, mais 17% que um ano antes, enquanto o conjunto de ramos Não Vida subiu 9,2% para 7.354 milhões de euros.
Para o mercado total, o valor de 2025 quase bateu o recorde estabelecido em 2010 de 16,34 mil milhões de euros. No caso dos ramos Não Vida é frequente verificar um paralelo entre o crescimento do PIB nacional e nominal e a venda de prémios. Para o ano passado a estimativa de crescimento do PIB nominal é de 4% enquanto os seguros Não Vida registaram uma subida de 9,2%, o dobro, mantendo um ritmo de redução de lacunas de proteção por seguros em Portugal.
Quem não teve produtos unit linked cresceu menos
O grande crescimento do mercado deu-se no segmento dos seguros de Vida ligados a fundos de investimento, também designados produtos unit linked. Entre outras características, os prémios destes seguros são aplicados nos mercados financeiros ficando o risco de investimento no lado dos segurados. Outra característica é serem normalmente vendidos por bancos aos seus clientes com versões mais ou menos prudentes.
O bom momento dos mercados financeiros mundiais cativou clientes para este segmento que aumentou as subscrições 75% ou mais 1.466 milhões de euros atingindo o valor total de 3.420 milhões de euros. Os seguros de Vida risco – como os utilizados no crédito à habitação – e os produtos de capitalização – muitas vezes com garantias de capital e mesmo de rendimento, logo transferindo o risco para as seguradoras – decresceram em conjunto 5,5%, menos 277 milhões de euros subscritos.
Por este motivo as seguradoras que mais apostaram em componentes ligadas a fundos, ou unit linked, foram as que mais beneficiaram deste momento de mercado.
BPI VeP, Mapfre e Real Vida perturbam Top 10
A Fidelidade manteve a liderança em 2025, crescendo nos ramos Não Vida de acordo com o mercado. No ramo Vida ainda cresceu 50% na venda de produtos unit linked, mas perdeu 8% de vendas nos produtos não ligados a fundos de investimento. No final, baixou a sua quota de mercado – que na análise ECOseguros inclui as seguradoras Fidelidade, Ok! Seguros, Multicare e Fidelidade Assistência – em 2,2% apesar do aumento de vendas cerca de 5% em relação a 2024.
O grupo Ageas, mantém a 2ª posição em Portugal, mas perdeu 0,5% de quota de mercado por só ter crescido 9,1% em prémios. O grupo inclui as companhias Ocidental Vida, Ageas Seguros, Ageas Vida e Médis. Continua a ocupar lugares de topo em todos os segmentos, com destaque para o 2º lugar no ramo Saúde com 27% de quota de mercado nesse segmento.
A Generali já começou a apresentar, também no ramo Vida, os resultados da sua parceria com o Banco CTT e com os Correios. Os produtos Vida que passou a comercializar através destas redes, para além da tradicional de mediação, ajudou a quintuplicar as vendas de seguros unit linked para 252 milhões de euros, as vendas dos seguros Vida Não ligados em 66% para 231 milhões de euros. Nos ramos Não Vida cresceu 6,7%, mantendo a liderança no ramo automóvel com 27% de quota no segmento. Para além da Europ Assistance, seguradora bastante autónoma mas pertencente ao grupo italiano, os dados deste ano já incluem a Liberty que foi integrada em agosto na Generali Portugal.
A BPI Vida e Pensões, seguradora do grupo espanhol VidaCaixa, foi destaque em 2025 subindo para 4º lugar do ranking, conquistando mais 420 milhões de euros em subscrições e, após um crescimento de 63% nos seguros unit linked, manteve a liderança nacional neste segmento com 31,7% de quota de mercado.
O grupo Santander Seguros, composto pelo Santander Totta – que comercializa seguros financeiros -, pela Aegon Santander Vida – vende seguros risco – e Aegon Santander Seguros para os ramos Não Vida, subiu 28,5% devido essencialmente à venda de unit linked, que aumentou 143% tendo mesmo passado a 2º no segmento por troca com a Fidelidade. A nova aposta da Aegon Santander na Saúde rendeu uma subida de vendas de 21%.
Embora subindo os prémios vendidos, a Allianz perdeu lugares no ranking dada a sua maior especialização nos ramos Não Vida. O mesmo sucedeu com a GamaLife, sem comercializar os seguros de sucesso em quantidade significativa. A Zurich baixou produção e passou para 8º lugar do ranking ECOseguros.
No top 10 outro grande fenómeno foi a Mapfre. Subiu 37,3% e, enquanto grupo, de 9º para 7º no ranking com a venda de cinco vezes mais seguros unit linked, enquanto os não ligados baixavam 46%. No grupo inclui-se a Bankinter Vida, Mapgre Gerais, Mapfre Vida, Mapfre Santander e Mawdy.
Para além do top 10 as posições no ranking mantiveram-se semelhantes a 2024, apenas com a descida de 5 lugares da Hiscox, em ano de mudança do modelo de negócio em Portugal.
Estreiam-se este ano na lista a MGEN – agora seguradora e não apenas mediadora – no 26º lugar, a Hagel em 34º, a Bupa em 40º e última, já que começou atividade muito perto do final do ano. No segundo ano estão a HDI que subiu para 33º lugar e a Mútua Portuguesa de Saúde, mutualista ainda em lançamento.
Veja o ranking 2025 das 65 seguradoras em Portugal, agrupadas em 40 grupos, listadas por prémios emitidos.

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