Allianz Trade antecipa subida das falências em Portugal após “resiliência” em 2025
As insolvências caíram 4,4% durante o ano passado, em termos homólogos, mas as empresas portuguesas continuam vulneráveis face ao contexto internacional, adverte a Allianz Trade.
As insolvências diminuíram 4,4% em 2025 em relação ao ano anterior, para um total de 2.256 casos. Equivale a menos 105 empresas insolventes na comparação homóloga, de acordo com os dados da Allianz Trade, divulgados esta sexta-feira.
“No seu conjunto, 2025 transmite uma mensagem clara: a economia portuguesa soube adaptar-se, ajustar-se e ganhar solidez num ambiente global complexo“, diz a CEO da Allianz Trade em Portugal, citada em comunicado.
Sem ignorar os riscos que persistem em alguns setores e segmentos, a evolução das insolvências reflete um tecido empresarial mais consciente, mais disciplinado e melhor preparado para enfrentar ciclos económicos exigentes.
“Sem ignorar os riscos que persistem em alguns setores e segmentos, a evolução das insolvências reflete um tecido empresarial mais consciente, mais disciplinado e mais bem preparado para enfrentar ciclos económicos exigentes. É um retrato de maturidade e resiliência que merece destaque e reforça a confiança na capacidade das empresas portuguesas para continuarem a evoluir de forma sustentável”, enfatiza Nadine Accaoui.
Insolências aumentam 4,3% em Lisboa
Os dados da Allianz Trade mostram que os distritos com grande concentração industrial, como Porto e Braga, registaram reduções de 3% e 7,9%, respetivamente, “refletindo uma melhoria gradual da resiliência empresarial em regiões tradicionalmente mais expostas aos ciclos económicos”, destaca a especista em seguros de crédito. Por outro lado, Lisboa apresentou um aumento de 4,3% no número de insolvências.
Em termos setoriais, os serviços registaram uma variação ligeiramente positiva face ao ano anterior (+1,6%), enquanto a construção destacou-se pela redução do número de insolvências (-2%).
Em sentido inverso, setores como o têxtil e o retalho apresentaram correções mais expressivas (-29,1% e -5,6%, respetivamente), o que se traduz numa “trajetória de normalização após períodos de maior pressão”, explica a Allianz Trade.
“As microempresas, que continuam a representar a maior fatia do tecido empresarial nacional, registaram uma redução relevante das insolvências, evidenciando uma maior capacidade de resistência num segmento tradicionalmente mais exposto a choques económicos”, afirma a líder da Allianz Trade em Portugal.
Apesar dos resultados positivos, a Allianz Trade antecipa que este ano as insolvências poderão crescer até 2%, apesar de admitir que as “projeções estão condicionadas pela evolução das tensões geopolíticas e pela turbulência persistente no contexto internacional, fatores que podem ter um impacto significativo na confiança, no investimento e na atividade económica”.
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