IP entrega em breve modelo para concessão das três travessias do Tejo
A Infraestruturas de Portugal prevê entregar "nos próximos dias" o modelo de gestão para as três travessias do Tejo, que servirá de base ao futuro concurso.
O vice-presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) revelou esta quinta-feira que a proposta do modelo de gestão das três travessias do Tejo será entregue ao Governo “nos próximos dias”. Após a aprovação, avança a proposta para o concurso da concessão, que deverá integrar as duas pontes já existentes e a Terceira Travessia do Tejo (TTT).
A IP foi mandatada em 2024 para desenvolver os estudos da TTT, no âmbito da ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. Tendo em conta que a concessão da Ponte 25 de Abril e da Ponte Vasco da Gama à Lusoponte termina em 2030, está em cima da mesa a possibilidade de lançar uma nova concessão que inclua além destas duas, a construção e exploração da nova travessia rodoferroviária.
“Vamos entregar nos próximos dias a proposta do modelo de gestão das três travessias”, afirmou o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, durante o lançamento do concurso para o segundo troço da linha de alta velocidade Porto – Lisboa. “Assim que essa proposta for aprovada, vamos avançar para uma proposta de concurso fundamentada destes lotes da linha de Alta Velocidade entre Lisboa e Évora”, acrescentou.
Carlos Fernandes adiantou ainda que a TTT está em fase final de desenvolvimento. “Estamos a trabalhar com a Câmara de Lisboa e do Barreiro nos acessos norte e sul”, disse o vice-presidente da IP, que prevê a entrega da avaliação de impacto ambiental nos próximos meses.
A TTT, entre Chelas e o Barreiro, também vai assegurar as acessibilidades rodoferroviárias ao futuro aeroporto Luís de Camões, a construir no Campo de Tiro de Alcochete. O vice-presidente da IP afirmou que a entidade está a trabalhar de forma próxima com a ANA para dar corpo aos estudos de acesso ao aeroporto, que serão submetidos em conjunto com a concessionária.
Quando estiver concluída, a linha de alta velocidade Lisboa – Madrid permitirá viajar entre a capital portuguesa e a fronteira em uma hora e até à capital espanhola em três. O troço Évora – Elvas está quase concluído (falta a sinalização). Em relação ao troço entre o Barreiro e Évora, Carlos Fernandes adiantou que “estão praticamente finalizados os estudos e entrarão na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no terceiro trimestre.
A IP salienta que a linha irá “assegurar uma ligação competitiva entre as duas capitais ibéricas, fomentando a transferência do modo aéreo para o ferroviário”. Está prevista a construção de três estações: Aeroporto Luís de Camões, Évora e Elvas. O calendário aponta para que a fase 2 do projeto, que vai de Lisboa a Évora, esteja concluída em 2034.
Estudo de impacto ambiental da linha Porto-Vigo nas “próximas semanas”
A avançar está também a ligação Porto-Vigo, que permitirá ligar as duas cidades em 50 minutos, com estações no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Braga, Ponte de Lima e Valença. “Estamos praticamente no final dos estudos prévios e contamos entregar o estudo de impacto ambiental nas próximas semanas“, afirmou o vice-presidente da IP.
Também em breve será assinado um protocolo com a Câmara Municipal de Braga para “ter um instrumento territorial que permita construir cidade associada à estação”, à semelhança do que já foi feito com outras cidades. Carlos Fernandes adiantou ainda que estão a ser desenvolvidos, com a congénere espanhola, os estudos de exploração, de procura e a análise de custo-benefício.
O objetivo é lançar o primeiro concurso ainda este ano. A IP lançou na quinta-feira o novo concurso para o segundo troço da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que ligará Oiã a Soure.
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