IP investe 61,2 milhões na Linha de Leixões, obra de 32 milhões já consignada

  • Lusa
  • 27 Janeiro 2026

A intervenção global na Linha de Leixões envolve "trabalhos na infraestrutura, sinalização e telecomunicações, além da fiscalização, projetos, expropriações bem como a aquisição dos materiais de via”.

A linha de Leixões vai receber um investimento de 61,2 milhões de euros para aumento da capacidade ferroviária e melhoria da operação, tendo sido consignada esta terça-feira uma empreitada de 32 milhões de euros, revelou a Infraestruturas de Portugal (IP).

A intervenção global na Linha de Leixões [Área Metropolitana do Porto], num montante de 61,2 milhões de euros, envolve trabalhos na infraestrutura, sinalização e telecomunicações, além da fiscalização, projetos, expropriações bem como a aquisição dos materiais de via”, indica a IP em comunicado.

Quanto à empreitada consignada por 32 milhões de euros “abrange um conjunto de trabalhos que visam melhorar a operação ferroviária, a segurança e a sustentabilidade da infraestrutura”, segundo a IP. De acordo com a IP, estão em causa, por exemplo, a reformulação do conjunto de vias de entrada e saída do Terminal de Leixões para comboios de 750 metros.

Prevê-se também a adequação das vias de resguardo — que permitem o estacionamento temporário e o cruzamento de comboios — nas estações de Contumil e de São Mamede de Infesta, garantindo condições para a operação de comboios com até 750 metros úteis de comprimento.

A isto soma-se a beneficiação da catenária em toda a extensão da Linha de Leixões, a reformulação de três salas de equipamentos de telecomunicações e construção de um novo edifício técnico em Leixões e a instalação de cinco novas torres de telecomunicações GSM-R. “Destacam-se ainda as intervenções de reforço da segurança das acessibilidades locais e nos atravessamentos da Linha, com a supressão de quatro passagens de nível e de dois atravessamentos pedonais”, descreve.

No concelho da Maia, a intervenção prevê “a construção de uma passagem inferior rodoviária em São Gemil”, que vai servir de “alternativa de atravessamento às passagens de nível (PN) ao km 6,429 e da Concordância de São Gemil, que serão suprimidas”. Ainda na Maia, faz parte dos planos da IP a construção de uma passagem superior pedonal ao quilómetro 7,315, viabilizando a supressão do atravessamento pedonal de nível existente neste local.

Vai também ser construída uma passagem superior pedonal ao quilómetro 7,930 e suprimida a passagem de nível aí existente. No concelho de Matosinhos, a intervenção inclui a beneficiação da rampa e da via paralela à Estação de São Mamede de Infesta e a supressão da passagem de nível e da zona de atravessamento existentes neste local.

“Estas intervenções assumem particular importância no reforço da segurança ferroviária e rodoviária, na melhoria da mobilidade das populações locais e na eficiência da operação logística associada ao Porto de Leixões. Com este investimento, a IP reforça o papel da ferrovia como alternativa de transporte sustentável, melhora a eficiência na entrada e expedição de mercadorias através do Porto de Leixões e contribui para o desenvolvimento económico e social do país”, acrescenta a IP.

Quanto ao investimento global de 61,2 milhões de euros, de acordo com a IP, o objetivo é reforçar “a capacidade, a segurança e a sustentabilidade da Rede Ferroviária Nacional”. A IP descreve como objetivo o aumento da capacidade ferroviária e melhoria das condições de operação da Linha de Leixões, a melhoria das condições de segurança e a criaçao de uma “ligação mais eficiente, segura e sustentável ao Porto de Leixões, o segundo maior porto nacional”.

Miguel Cruz, presidente da IP, considera que a intervenção “representa um investimento fundamental para o reforço da capacidade e eficiência da rede ferroviária nacional, contribuindo para consolidar o papel do Porto de Leixões como eixo logístico estratégico para a competitividade e capacidade exportadora das empresas portuguesas”.

A IP revelou em novembro à Lusa que as obras de 32 milhões de euros para melhorar a Linha de Leixões para mercadorias arrancavam no primeiro semestre de 2026, e iam causar “constrangimentos temporários na operação” da via, que conta com serviço de passageiros desde fevereiro.

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