Juros dos Certificados de Aforro caem pelo segundo mês, mas mantêm-se acima de 2%
Certificados vão render um pouco menos em fevereiro: a taxa de juro base cairá 1,5 pontos base em relação às subscrições realizadas neste mês de janeiro.
A remuneração dos Certificados de Aforro vai voltar a cair em fevereiro. A taxa de juro base para as subscrições realizadas no próximo mês fixar-se-á em 2,031%, baixando 0,015 pontos percentuais em relação aos 2,046% oferecidos nas aplicações feitas em janeiro.
Trata-se do segundo mês em que a taxa base desce, depois da queda registada em janeiro. Ainda assim, a remuneração destes certificados continuará acima da fasquia dos 2% pelo sexto mês seguido, preservando de alguma da atratividade que este produto de poupança do Estado tem demonstrado ao longo dos últimos meses. Sobretudo se compararmos com a rentabilidade de outros produtos de poupança seguros, como os depósitos.
Certificados vão render menos em fevereiro
Fonte: Refinitiv; IGCP
Essa situação ajuda a explicar o facto de as famílias continuarem a aplicar dinheiro nos Certificados de Aforro. No ano passado as subscrições atingiram os 5,45 mil milhões de euros em termos líquidos de resgates, o que fez com que o stock superasse pela primeira vez a barreira dos 40 mil milhões.
Quanto aos depósitos, as novas aplicações renderam uma média de 1,37% em novembro (últimos dados disponíveis), estabilizando em relação ao mês anterior.
Ainda assim, apesar de comparar bem com os depósitos, a remuneração dos Certificados de Aforro não compensa a inflação, que se fixou nos 2,3% no ano passado. E continua bem longe dos 2,5% (taxa máxima) que chegaram a oferecer há um ano.
A taxa base dos certificados é calculada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, com base na média aritmética dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, sendo o resultado arredondado à terceira casa decimal.
A média a aplicar no próximo mês foi calculada entre os dias 14 e 27 de janeiro e situou-se nos 2,031%. Esta taxa base está sujeita a limites: não pode ser superior a 2,5% nem inferior a 0%.
A taxa base constitui apenas uma componente da remuneração total destes títulos de dívida da República. A esta taxa são ainda somados prémios de permanência que variam consoante o período de aplicação: 0,25% do segundo ao quinto ano; 0,50% do sexto ao nono ano; 1% no décimo e décimo primeiro ano; 1,50% no décimo segundo e décimo terceiro ano; e 1,75% no décimo quarto e décimo quinto ano.
Os juros são calculados trimestralmente e capitalizados automaticamente, com a possibilidade de resgate antecipado após o primeiro vencimento de juros. O investimento mínimo é de apenas 100 euros, podendo cada aforrista deter até 100 mil euros em Certificados da Série F.
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