Tesouro dos EUA rasga contratos com consultora Booz Allen
Governo dos Estados Unidos cancelou contratos de consultoria no valor de 21 milhões, o que levou à queda da empresa em bolsa. Ações chegaram a afundar 10% em Wall Street.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos cancelou todos os contratos que tinha com a consultora norte-americana Booz Allen Hamilton por preocupações com a segurança dos dados fiscais. O golpe na firma de consultoria levou a uma queda das suas ações na bolsa de Nova Iorque que chegou aos 10% esta segunda-feira.
Por detrás desta decisão está o caso de Charles Littlejohn, ex-colaborador da Booz Allen, que divulgou informações fiscais confidenciais do presidente Donald Trump aos meios de comunicação social enquanto trabalhava para o Serviço de Receita Federal (IRS – Internal Revenue Service).
“Trump confiou ao seu gabinete a missão de erradicar a fraude e o abuso e o cancelamento destes contratos é um passo essencial para aumentar a confiança dos americanos no governo. A Booz Allen não implementou salvaguardas adequadas para proteger dados sensíveis, incluindo as informações confidenciais dos contribuintes a que teve acesso através dos seus contratos com o Fisco”, justificou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.
Este é mais um corte da Administração Trump ao financiamento de contratos governamentais. Atualmente, o Departamento do Tesouro norte-americano tem em vigor 31 contratos com a Booz Allen, totalizando 4,8 milhões de dólares (cerca de quatro milhões de euros) em despesas anuais e 21 milhões de dólares (aproximadamente 17,6 milhões de euros) em obrigações totais.
A Booz Allen respondeu às críticas com a garantia de que colaborou com a Casa Branca e ainda espera uma “oportunidade para discutir” este tema, mas o efeito chegou a Wall Street. No fecho da sessão, as ações tombaram 8,30% para 93,93 dólares. “A Booz Allen apoiou integralmente o governo dos Estados Unidos na sua investigação, e o governo expressou gratidão pela nossa assistência, que levou à acusação de Littlejohn”, respondeu um porta-voz da consultora à CNN.
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