Agricultores pedem levantamento de estragos e indemnizações rápidas após passagem da depressão Kristin

  • Lusa
  • 28 Janeiro 2026

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) pediu ao Governo que avance com o levantamento dos prejuízos causados pela depressão Kristin e que as indemnizações e apoios cheguem de forma rápida.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) pediu esta quarta-feira ao Governo que avance com o levantamento dos prejuízos causados pela depressão Kristin e que as indemnizações e apoios cheguem de forma célere.

“A CNA e as suas associadas nas diversas regiões do país reclamam ao Ministério da Agricultura o rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores, a simplificação dos processos administrativos e que as indemnizações e os apoios se concretizem e cheguem de forma célere aos produtores”, afirmou, em comunicado.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou cinco mortos.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

A CNA pede apoios ao restabelecimento do potencial produtivo para fazer face aos prejuízos mais imediatos e para recuperar as explorações agroalimentares.

Por outro lado, lembrou que os agricultores vão sofrer “avultadas perdas de rendimento” nos próximos meses e anos pela impossibilidade de comercialização da produção destruída ou afetada e, por isso, reclamou uma ajuda excecional a fundo perdido.

Conforme apontou, importa ainda assegurar a limpeza e arranjo de caminhos de acesso a campos, instalações elétricas, valas e canais de rega.

“Os agricultores, que já se encontram numa situação de fragilidade, com elevados custos de produção e perdas de rendimentos acumuladas, devido aos baixos preços pagos à produção, não podem suportar mais esta contrariedade”, sublinhou, acrescentando que são necessários seguros agrícolas públicos, adequados ao setor.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

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