Depressão Kristin: “Regresso à normalidade vai demorar ainda alguns dias”, diz Governo
Secretário de Estado da Proteção Civil garante colaboração do Executivo no regresso à normalidade, mas "face à dimensão deste fenómeno" a reposição das condições de acessibilidade ainda vai demorar.
O secretário de Estado da Proteção Civil disse esta quarta-feira que o regresso à normalidade, depois da passagem da depressão Kristin, “vai demorar ainda alguns dias” devido à dimensão deste fenómeno meteorológico.
“Vamos colaborar no regresso à normalidade, que face à dimensão deste fenómeno, vai demorar ainda alguns dias na reposição de condições, sobretudo as de acessibilidade e devastação por derrubo de árvores“, afirmou Rui Rocha, em conferência de imprensa a partir de Carnaxide.
Rui Rocha indicou também que cerca de metade dos cidadãos que ficaram sem energia elétrica voltaram a ter luz em casa. “Estamos a recuperar gradualmente a reposição de energia elétrica. Cerca de um milhão estavam sem energia e a esta hora – ou até há poucas horas – já são menos de 500 mil com grande empenho da E-Redes”, adiantou o secretário de Estado, em declarações aos jornalistas.
Os problemas nas redes móveis, para quem ficou sem possibilidade de realizar chamadas ou ligar-se à internet, estão igualmente a ser resolvidos. “Também do ponto de vista das comunicações sobretudo nos concelhos e nos distritos mais afetados por este fenómeno meteorológico”, adiantou o secretário de Estado, em declarações aos jornalistas.
O governante explicou que, apesar de a depressão se ter deslocado para fora de Portugal, é necessário manter o estado de alerta “e prontidão” no nível máximo, bem como o aviso vermelho do IPMA devido à agitação marítima. “Este fenómeno fragilizou as condições para os próximos dias no sentido de que, a chuva e o vento, que poderiam ser normais, face à saturação dos terrenos, temos de manter o estado de alerta máximo”, justificou.
O responsável da divisão de Previsão Meteorológica e Vigilância do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Nuno Lopes, admitiu que este foi um fenómeno “raro” e informou que a depressão abandonou a Península Ibérica e encontra-se a caminho das ilhas Baleares.
Já o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, fez um ponto de situação às ocorrências, desde a meia-noite até às 14h00, que ultrapassam as quatro mil. Das 4.183 ocorrências registadas nestas horas, a maioria diz respeito a quedas de árvores.
Nos próximos dois dias, o secretário de Estado da Proteção Civil vai estar a “acompanhar as autarquias”, envolvendo meios como os da PSP no terreno. A primeira paragem é Leiria, um dos distritos mais afetados pela depressão Kristin, onde estarão para recolher informações in loco. Além do rastro de destruição, há registos de vários desalojados e quatro vítimas mortais.
Notícia atualizada às 17h12 com mais informação
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