Kristin causa constrangimentos, mas APED garante normal funcionamento dos supermercados
Associação que representa as empresas de distribuição garante que lojas estão a funcionar e não está em causa o abastecimento, nem hoje nem amanhã.
Na cidade de Pombal, distrito de Leiria, a tempestade Kristin também fez voar muitas telhas e causou estragos não só em casas, mas também em edifícios públicos. Pela hora de almoço, os restaurantes, à falta de eletricidade, não abriram as portas. João, residente em Pombal, conta ao ECO que, uma vez que em casa tanto o forno como o fogão são elétricos, dirigiu-se a um supermercado para recolher uma refeição rápida. Contudo, acabou por trazer apenas dois croissants de chocolate no saco de compras: já não existiam outras opções.
Apesar dos testemunhos darem conta da escassez de alguns produtos nos supermercados, Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED – Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, garante que as lojas estão a funcionar normalmente. “Há constrangimentos no transporte e abastecimento, mas não está em causa o normal funcionamento das lojas“, adiantou em declarações ao ECO.
Há constrangimentos no transporte e abastecimento, mas não está em causa o normal funcionamento das lojas.
De acordo com o diretor-geral da APED, as principais dificuldades são sentidas nas zonas mais afetadas, Coimbra, Figueira da Foz e Leiria, onde “há estradas cortadas e tem sido difícil o abastecimento das lojas”.

A depressão Kristin causou mais de quatro mil ocorrências e 24 estradas ou autoestradas têm ainda o trânsito condicionado. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações, foram as principais consequências do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
Questionado sobre se há alguns produtos a faltarem nas prateleiras, Gonçalo Lobo Xavier assegura que “não há falta de abastecimento” e “nada está posto em causa”. Uma situação para a qual está a contribuir o facto de, nestas zonas mais afetadas, as pessoas não estarem “a ir muito às lojas”, diz.
há uma ou duas situações que podia haver risco ao nível dos transportes, até porque há um limite de horas que as pessoas que fazem os transportes podem trabalhar. Mas esse problema foi resolvido com a colaboração com o Governo que abriu uma exceção a essa questão das horas, como no apagão.
Sobre o dia de amanhã, Gonçalo Lobo Xavier explica que “há uma ou duas situações que podia haver risco ao nível dos transportes, até porque há um limite de horas que as pessoas que fazem os transportes podem trabalhar. Mas esse problema foi resolvido com a colaboração com o Governo que abriu uma exceção a essa questão das horas, como no apagão”, detalha.
“Nada está posto em causa”, reforça o mesmo responsável, dando uma mensagem de tranquilidade. “As estradas estão a ser desentupidas e as coisas vão retomar o seu normal funcionamento“, acrescenta.
Apesar da expectativa que as condições rodoviárias vão sendo gradualmente normalizadas, o secretário de Estado da Proteção Civil disse esta quarta-feira que o regresso à normalidade, depois da passagem da depressão Kristin, “vai demorar ainda alguns dias” devido à dimensão deste fenómeno meteorológico.
Sobre o impacto da tempestade para os supermercados, Gonçalo Lobo Xavier refere que “há alguns danos materiais a serem avaliados“.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Kristin causa constrangimentos, mas APED garante normal funcionamento dos supermercados
{{ noCommentsLabel }}