Portugal financia-se em 1.500 milhões para se financiar a 6 e 9 anos a preços mais elevados
A República levantou esta manhã 1.500 milhões de euros em dois leilões de obrigações do Tesouro, mas suportou juros ligeiramente mais altos do que em emissões semelhantes realizadas no verão.
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP realizou esta quarta-feira de manhã dois leilões de obrigações do Tesouro que permitiram à República financiar-se em 1.500 milhões de euros por um preço acima do alcançado em leilões semelhantes realizados no verão do ano passado.
As operações foram realizadas através da linha obrigacionista OT 0,3% 17out2031 (6 anos), que recolheu 600 milhões de euros, e da linha OT 3% 15jun2035 (9 anos e meio), que angariou 900 milhões de euros.
A operação de prazo de mais curto contou com uma yield de 2,572% e com uma procura de 2,74 acima da oferta, que compara com um leilão semelhante realizado a 9 de julho, que permitiu ao Tesouro financiar-se em 650 milhões de euros e que contou com uma yield de 2,57% e uma procura de 2,09 vezes a oferta.
No leilão a 9 anos e meio, a República pagou 3,058% para se financiar em 900 milhões de euros, tendo contado com uma procura de 1,82 vezes a oferta. Num leilão semelhante realizado a 11 de junho, o Estado financiou-se em 870 milhões de euros ao preço de 3,003%, tendo contado com uma procura de 1,79 vezes a oferta.
Estas foram os dois primeiros leilões de obrigações do Tesouro realizados este ano pelo IGCP, liderado por Pedro Cabeços. Segundo o programa de financiamento da República para este ano, o IGCP conta emitir 24 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro “combinando sindicatos e leilões, prevendo-se a realização de 3 emissões sindicadas e 9 leilões.”
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