Solverde promete “investimentos significativos” nos casinos após vencer concessões de Espinho e do Algarve
Grupo liderado por Manuel Violas confirma renovação das concessões em Espinho e também na zona de jogo do Algarve, que abrange os casinos da Praia da Rocha, Vilamoura e Monte Gordo.
Ultrapassado um ano que diz ter sido de “estabilidade e consolidação” para os casinos do Solverde, a contrastar com a incerteza dos concursos envolvendo os seus principais ativos e o envolvimento do seu nome no caso Spinumviva que agitou a política portuguesa, o grupo nortenho promete avançar com “investimentos significativos” na sua principal área de negócio.
Este ano arrancou com a confirmação da vitória nas concessões de Espinho e também da zona de jogo do Algarve, que abrange os casinos da Praia da Rocha (Portimão), Vilamoura e Monte Gordo. O conglomerado liderado por Manuel Violas pôs todas as fichas nestes espaços que já operava – explora ainda a concessão de Chaves – e ficou sem concorrência em ambos os concursos públicos.
“Neste início de 2026, vencemos as concessões de Espinho e do Algarve. Agora, preparamo-nos para um período marcado por investimentos significativos no setor dos casinos, reforçando a Solverde Casinos & Hotéis como a empresa líder do setor”, adianta o administrador Manuel Silva Carvalho, num balanço sobre os prémios distribuídos durante o ano passado.
Segundo os dados da Associação Portuguesa de Casinos (APC), Espinho obteve em 2025 receitas de 42,7 milhões de euros, 4,2% acima do registo do ano anterior e apenas atrás de Lisboa e Estoril, ambos explorados pela concorrente Estoril-Sol. As três casas de jogo do Algarve faturaram 33,1 milhões de euros (+6,1%) e Chaves rendeu 9,4 milhões (+2,7% em termos homólogos).
Fundada a 12 de abril de 1972 por Manuel de Oliveira Violas, a Solverde reclama o estatuto de “principal marca a atuar nas áreas da hospitalidade, entretenimento e jogo em Portugal”. A complementar a operação de jogo, explora quatro unidades turísticas: Hotel Casino Chaves, Hotel Apartamentos Solverde em Espinho, Hotel Solverde em Vila Nova de Gaia, e Hotel Algarve Casino na Praia da Rocha.
O grupo é detido integralmente pela Violas SGPS, a holding familiar controlada em partes iguais pelos irmãos Manuel e Rita Celeste e que estende as suas ramificações além do setor do jogo e da hotelaria, mantendo participações maioritárias na Cotesi, no Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP) ou na Viacer, que, por sua vez, controla 56% do Super Bock Group. Entre outras, detém ainda participações minoritárias em empresas como a seguradora Caravela e nas brasileiras Aquiraz e Agesco.
Slot machine algarvia rende prémio mais chorudo
Ao longo do ano passado, de acordo com o balanço partilhado esta quarta-feira, a Solverde Casinos & Hotéis diz ter distribuído quase 1.200 milhões de euros em prémios aos vencedores dos cinco casinos do grupo, com Espinho a liderar 562 milhões, seguido do trio algarvio (470 milhões) e Chaves (146 milhões).
As slot machines voltaram a valer os prémios mais chorudos durante o ano passado. O maior de todos calhou a um apostador no Algarve: 86 mil euros no ‘Cash Express’, através do clássico sistema de rolo e sequências em linha.
Em Espinho e em Chaves, o montante máximo distribuído numa jogada ficou-se pelos 54 mil e 50 mil euros, respetivamente, ambos na slot machine ‘Jin Ji Bao Xi’, “reconhecida pela temática chinesa, com símbolos orientais alusivos à sorte”.
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