Depósitos superam pela primeira vez os 200 mil milhões de euros
O montante aplicado pelas famílias em depósitos aumentou 4,5% em 2025, num valor acumulado de 8,3 mil milhões de euros.
Os depósitos bancários de famílias ultrapassaram, pela primeira vez, a fasquia dos 200 mil milhões de euros no final de 2025, de acordo com a nota estatística mais recente publicada esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.
“No final de 2025, o stock de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 201 mil milhões de euros, mais 8,3 mil milhões de euros do que no final de 2024″, refere o Banco de Portugal em comunicado.
É um novo máximo histórico que confirma a relevância dos depósitos como “cofre” preferencial da poupança e da tesouraria em Portugal, apesar da queda gradual das taxas de juro ao longo do último ano.

“Apesar de o stock ter crescido, os depósitos de particulares aumentaram menos do que em 2024, com uma taxa de variação anual de 4,5%. Em 2024, a taxa de variação anual tinha aumentado, atingindo 7,3%”, refere o Banco de Portugal em comunicado, apesar de em termos homólogos, o stock de depósitos de particulares ter registado um aumento de 9,6% em dezembro, a maior subida homóloga desde abril de 2008.
“Por tipologia, as responsabilidades à vista aumentaram 6 mil milhões de euros, para 86,2 mil milhões de euros, e os depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso) subiram 2,3 mil milhões de euros, para 114,8 mil milhões de euros”, detalha o Banco de Portugal.
O stock combinado de depósitos de particulares e empresas superou os 276 mil milhões de euros em dezembro, culminando um ano marcado por crescimento sólido nas famílias e por uma dinâmica ainda mais expressiva nas empresas.
Mas não foram apenas as famílias a procurarem colocar as suas poupanças em depósitos. Segundo os dados do Banco de Portugal, o stock de depósitos das empresas totalizava 75,6 mil milhões de euros no final do ano passado, mais 6,2 mil milhões de euros do que no final de 2024. “Esta evolução representa uma taxa de variação anual de 9,2%, superior à variação de 7,9% registada em 2024”, destaca o supervisor.
O stock combinado de depósitos de particulares e empresas superou assim os 276 mil milhões de euros em dezembro, culminando um ano marcado por crescimento sólido nas famílias e por uma dinâmica ainda mais expressiva nas empresas. Significa que nunca houve tanto dinheiro parado nas contas bancárias em Portugal como hoje.
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