Mota-Engil fecha contrato de 100 milhões para venda de créditos de carbono no Malawi
Empresa da Mota fechou um acordo de exclusividade com a Trafigura, sua parceira no Lobito, para a comercialização e venda de créditos de carbono, no Malawi. Contrato tem valor de 100 milhões de euros.
A Mota-Engil anunciou a assinatura de um contrato exclusivo para a comercialização e venda de créditos de carbono com a Trafigura, um dos maiores traders mundiais de commodities e com quem o grupo de construção português está no Lobito, em Angola. O acordo, celebrado através da participada Mamaland, prevê um pagamento inicial de até 100 milhões de dólares, dos quais metade será paga no momento da assinatura.
“A Mota-Engil S.G.P.S., S.A. informa que, através da sua participada Mamaland, celebrou um contrato exclusivo de comercialização e venda de créditos de carbono com a Trafigura”, adianta a construtora em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
De acordo com o mesmo comunicado, o contrato prevê o pagamento de um montante inicial de até 100 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 50% são pagos no momento da assinatura, pelo direito de exclusividade e como adiantamento.
Com uma uma duração de 40 anos, o contrato abrange um portefólio de 14 florestas localizadas no Malawi, com uma área total aproximada de 550.000 hectares, exploradas ao abrigo de contratos de concessão com o governo do Malawi, detalha o mesmo comunicado.
Segundo o mesmo documento, estas florestas, ao longo do período de vigência do contrato, deverão gerar “mais de 30 milhões de toneladas de créditos de remoção de carbono de elevada integridade, de acordo com a metodologia Verra “VM0047” e com certificação CCB (Verra ID 5730), sendo que os mesmos serão transacionados em mercado aberto, com as receitas a serem integralmente pagas à Mamaland, descontando a comissão de comercialização que a Trafigura terá direito”.
“Com este contrato, a Mota-Engil reforça a visibilidade e a escala do seu negócio de restauração de espécies nativas e de agro-florestação em África, no qual tem vindo a investir nos últimos anos, na sequência da aquisição da Empresa Agrícola Florestal Portuguesa (atualmente designada Mamaland)”, destaca a Mota, acrescentando que “a parceria com um operador global de referência no mercado reforça ainda a contribuição ativa da Mota-Engil para um projeto sustentável de reflorestação no Malawi”.
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