Reposição das comunicações “mantém-se complexa” e “vai demorar mais tempo que no apagão”, admite Anacom

"Ao contrário do que aconteceu em abril, agora não existiu apenas falha no abastecimento de energia elétrica", aponta o regulador Anacom. Passagem da depressão Kristin destruiu infraestruturas.

A situação das comunicações no pós-Kristin “mantém-se complexa” e não é comparável com a vivida no apagão já que a passagem da depressão destruiu infraestrutura, diz a Anacom, ao ECO/eRadar. A reposição dos serviços deverá demorar mais tempo do que no apagão, “mais alguns dias.”

“A situação das comunicações mantém-se complexa. Ao contrário do que aconteceu em abril, agora não existiu apenas falha no abastecimento de energia elétrica”, começa por referir fonte oficial do regulador ao ECO/eRadar.

A Anacom detalha o que se vive no terreno. “As condições atmosféricas particularmente adversas que se viveram em Portugal danificaram algumas infraestruturas de telecomunicações, tendo-se registado queda de postes, queda de árvores ou de outras estruturas sobre os traçados aéreos de fibra ótica“, refere.

Há ainda “danos em torres e mastros de comunicações e, ainda com alguma expressão, é de referir também a inoperacionalidade de sites por indisponibilidade de energia elétrica”, diz. “Muitos cell sites móveis permanecem sem serviço, e a rede fixa só será restabelecida à medida que haja eletricidade nas residências, uma vez que os routers dependem de energia para funcionar”, acrescenta.

O regulador — que “está em contacto permanente com os operadores e com as autoridades de proteção civil e a acompanhar a situação no terreno” — refere ainda que “os operadores estão a trabalhar para repor a prestação do serviço o mais rapidamente possível, estando no terreno milhares de técnicos“.

Em entrevista à RTP, a presidente da Anacom não apontou uma data para a reposição dos serviços. “Vai demorar mais tempo do que no apagão. Mais alguns dias. A perspetiva é que se acelerem todos estes trabalhos”, afirmou Sandra Maximiano.

Pela manhã, as operadoras Meo, NoS e Vodafone davam conta de estar com equipas no terreno e a enviar geradores e estações móveis de comunicações para repor as comunicações mais atingidas, com o distrito de Leiria a sofrer o principal impacto da passagem da Kristin, não apontando igualmente um prazo para a reposição dos serviços.

Na entrevista ao canal público, Sandra Maximiano endereçou igualmente o tema das falhas do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal). A presidente da Anacom ressalvou que é da responsabilidade do Ministério da Administração Interna e admitiu que “alguns sites foram afetados pelos mesmos motivos”, portanto falha energética e destruição de infraestruturas.

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