Tragédia ferroviária: Espanha adianta 20 milhões de euros em pagamentos rápidos às vítimas
As famílias afetadas pelos acidentes de Adamuz e Gélida vão receber ajuda imediata e adiantamentos de indemnizações, num total de 20 milhões de euros aprovados pelo Governo espanhol.
O Conselho de Ministros de Espanha aprovou um pacote de ajudas de 20 milhões de euros destinado às vítimas dos acidentes ferroviários de Adamuz (Córdoba) e Gélida (Barcelona), que causaram, no total, 147 mortos. O objetivo é acelerar o apoio económico aos afetados provocado pela demora dos processos indemnizatórios.
O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, apresentou a medida que estabelece ajudas imediatas e adianta parte das indemnizações correspondentes ao seguro de responsabilidade civil. As ajudas deverão ser pagas num prazo máximo de três meses e serão isentas de tributação.
Do total aprovado, cerca de 10 milhões destinam-se a ajudas urgentes e os outros 10 milhões a adiantamentos das indemnizações. Em casos de morte, a família de cada vítima receberá uma ajuda direta de cerca de 72.000 euros, mais a mesma quantia como adiantamento do seguro. Para lesões corporais, os apoios variam entre 2.400 euros nos casos menos graves e mais de 84.000 euros nas lesões de maior gravidade.
“As vítimas não podem esperar anos para receber apoio económico que lhes permita fazer face a despesas médicas, tratamentos psicológicos, deslocações, cuidados contínuos ou à reorganização completa da sua vida quotidiana”, garantiu Puente, sublinhando que o Estado “não pode limitar-se aos tempos ordinários” e “deve atuar com humanidade”.
As ajudas são complementares aos mecanismos já previstos na lei e compatíveis com as indemnizações obrigatórias. O ministro anunciou ainda que o Governo irá implementar modificações normativas para criar um mecanismo estrutural que permita ao Estado adiantar parte das indemnizações em acidentes de transporte coletivo.
De acordo com o jornal Euronews, a crise ferroviária desencadeou uma convocatória de greve pelos sindicatos do sector para início de fevereiro, enquanto Madrid e Barcelona acordaram reforçar substancialmente o orçamento de manutenção da rede Rodalies, praticamente duplicando a verba para os próximos cinco anos.
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