União Europeia adota sanções por repressão violenta de manifestantes no Irão
A lista inclui o ministro do Interior e chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Eskandar Momeni, o procurador-geral, oficiais de alta patente e comandantes do Corpo dos Guardas da Revolução.
A União Europeia (UE) sancionou esta quinta-feira 15 pessoas e seis entidades no Irão por “graves violações dos direitos humanos” no país, face à recente onda de violência contra manifestantes.
A lista inclui o ministro do Interior e chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Eskandar Momeni, o procurador-geral, Mohammad Movahedi-Azad, oficiais de alta patente das forças de manutenção da ordem e comandantes do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica, entre outros.
A UE considera que “todos estiveram envolvidos na repressão violenta de protestos pacíficos e na detenção arbitrária de ativistas políticos e defensores dos direitos humanos”. De acordo com um balanço atualizado da organização não-governamental (ONG) norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), 6.373 pessoas, incluindo 5.993 manifestantes, foram mortas no início de janeiro durante o movimento de contestação no Irão.
Na reunião do Conselho, na qual participam os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, foi ainda considerado que “o apoio militar do Irão à guerra de agressão da Rússia [contra a Ucrânia] continua a representar uma ameaça direta à segurança da UE”.
Assim, foram também impostas, neste âmbito, sanções a mais quatro pessoas e seis entidades, com foco no programa patrocinado pelo Estado iraniano para o desenvolvimento e a produção de veículos aéreos não tripulados, totalizando agora 24 pessoas e 26 entidades. Este regime de medidas restritivas foi ainda prolongado por mais seis meses, até 27 julho.
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