Salário mínimo português até aumentou, mas desceu um lugar na tabela europeia

Apesar de ter aumentado, salário mínimo português desceu no 'ranking' europeu. Ocupa o 12.º lugar na lista da União Europeia. Em janeiro de 2025, ocupava a 11.ª posição da tabela.

O salário mínimo nacional voltou a aumentar este ano, chegando aos 920 euros mensais, mas não conseguiu melhorar na comparação europeia. De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, há agora 11 países europeus com remunerações mínimas mais expressivas do que a portuguesa. Em janeiro em 2025, havia dez.

Conforme previsto no acordo de Concertação Social assinado pelo Governo, as quatro confederações empresariais e a UGT, a retribuição mínima portuguesa subiu 50 euros em janeiro, fixando-se, assim, em 920 euros em 2026.

Desde 2015 que o salário mínimo português não para de subir (o aumento deste ano foi o 11.º consecutivo), mas não tem sido o suficiente para que o país melhore na fotografia europeia.

Tanto que em 2024, foi ultrapassado pela Polónia. Em 2025, pela Lituânia. E em 2026 é agora ultrapassado pelo Chipre. Portugal está, neste momento, no 12.º lugar na tabela dos europeia dos salários mínimos, quando, em janeiro do ano passado, estava na posição 11.

Entre os vários países europeus, o Luxemburgo mantém-se em destaque como Estado-membro com a remuneração mínima mais expressiva (2.704 euros, considerando 12 pagamentos).

Seguem-se a Irlanda (2.391 euros, considerando 12 pagamentos), a Alemanha (2.343 euros, considerando 12 pagamentos), os Países Baixos (2.295 euros, considerando 12 pagamentos), a Bélgica (2.112 euros, considerando 12 pagamentos) e França (1.823 euros, considerando 12 pagamentos).

Ainda à frente de Portugal estão Espanha (1.381 euros, considerando 12 pagamentos), a Eslovénia (1.278 euros, considerando 12 pagamentos), a Lituânia (1.153 euros, considerando 12 pagamentos), a Polónia (1.139 euros, considerando 12 pagamentos) e o Chipre (1.088 euros, considerando 12 pagamentos).

abaixo de Portugal estão a Croácia (1.050 euros, considerando 12 pagamentos), a Grécia (1.050 euros, considerando 12 pagamentos), Malta (994 euros, considerando 12 pagamentos), a Chéquia (924 euros, considerando 12 pagamentos), a Eslováquia (915 euros, considerando 12 pagamentos), a Estónia (886 euros, considerando 12 pagamentos), a Hungria (838 euros, considerando 12 pagamentos), a Roménia (795 euros, considerando 12 pagamentos), a Letónia (780 euros, considerando 12 pagamentos) e, por fim, a Bulgária (620 euros, considerando 12 pagamentos).

Dos 27 países que compõem o bloco comunitário, 22 têm salários mínimos. Já a Dinamarca, Itália, Áustria, Finlândia e Suécia não fixam remunerações mínimas, preferindo deixar o tema salarial inteiramente nas mãos da negociação entre empregadores e trabalhadores.

Salário mínimo alemão é campeão no poder de compra

Não basta ver os valores absolutos dos salários mínimos dos vários países europeus. Há que perceber também o poder de compra associado a essas remunerações, considerando que em cada um desses Estados-membros são praticados, por exemplos, preços diferentes.

Também esses dados foram divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. “Os dados mostram que o salário mínimo mais elevado da União Europeia foi 4,4 vezes superior ao mais baixo. Contudo, essas disparidades são consideravelmente inferiores, quando se tomam em conta as diferenças dos preços“, sublinha o gabinete de estatísticas.

Neste caso, Portugal ocupa o 13.º lugar da tabela europeia, a mesma em que aparecia em janeiro do ano passado.

À frente de Portugal estão a Alemanha (que mantém a medalha de “ouro”), o Luxemburgo (mantém a “prata”) e os Países Baixos (mantém o “bronze”), mas também a Bélgica, a Irlanda, França, a Polónia, Espanha, Eslovénia, Lituânia, Croácia e Roménia.

Por outro lado, saem pior na fotografia do que Portugal a Grécia, Chipre, Hungria, Malta, Eslováquia, Bulgária, Chéquia, Letónia e Estónia.

(Notícia atualizada às 11h09)

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Salário mínimo português até aumentou, mas desceu um lugar na tabela europeia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião