França exige 1,7 mil milhões de euros da Uber por fraude em contratos de motoristas
A Segurança Social francesa está a exigir 1,7 mil milhões de euros da Uber, alegando que cometeu fraude ao usar contratos empresariais para evitar o registo dos motoristas.
A Segurança Social francesa está a exigir 1,7 mil milhões de euros da Uber, alegando que a tecnológica americana cometeu fraude ao usar contratos empresariais para evitar o registo dos motoristas como funcionários e o pagamento das contribuições.
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A Revue21, uma revista de jornalismo de investigação, revelou esta segunda-feira que o Ministério Público de Paris abriu uma investigação com base nas conclusões da agência de segurança social responsável pela cobrança das contribuições (Urssaf), que analisou a situação de 71 mil motoristas que trabalharam para a Uber entre 2019 e 2022.
A conclusão é que a empresa disfarçou intencionalmente o que era “uma relação assalariada como um contrato empresarial” para evitar cumprir “as suas obrigações enquanto empregadora”.
A estimativa é de que a Uber deveria ter pago 1,2 mil milhões de euros em contribuições para esses motoristas como funcionários, já que consideram a declaração como falsa dada a relação entre as duas partes, e a isso devem ser adicionados 512 milhões de euros em multas. O Urssaf iniciou o processo em 17 de dezembro de 2024, enviando à empresa uma carta com as suas observações.
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