Kristin. Governo teve “reação com significado”, mas “ainda não temos bem a noção do impacto”

Líder do BPI considera que apoios anunciados pelo Governo para as famílias e empresas afetadas pela tempestade têm "dimensão", mas ainda é cedo para fazer balanços.

Para o presidente do BPI, as medidas anunciadas pelo Governo no domingo para apoiar famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin têm “dimensão”. “Foi uma reação com significado, não podemos dizer que não”, disse João Pedro Oliveira e Costa. Admitiu, ainda assim, que poderá ter de haver um reforço dos apoios. “Ainda não temos bem a noção” dos estragos, afirmou.

Não temos uma avaliação concreta do impacto, da magnitude do impacto”, começou por referir Oliveira e Costa em conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais.

Por outro lado, lembrou que os próximos dias serão de chuvas intensas, pelo que “só quando se fizer um rescaldo” é que poderemos saber se as medidas do Executivo são ou não suficientes.

Moratórias? “É fazer copy-paste da Covid”

Em todo o caso, João Pedro Oliveira e Costa salientou que era importante “numa primeira fase” apresentar “medidas exequíveis”. Como é o caso das moratórias de crédito de 90 dias. “É era para famílias e empresas agarrarem já“. O BPI conta operacionalizar as moratórias tão rápido quanto possível, disse o gestor. “A boa notícia em relação às moratórias é que já temos experiência disso. E correu bem. É copy paste do que fizemos na covid. Não há que inventar muito”, disse.

Oliveira e Costa considerou ainda que as linhas de garantia do Banco de Fomento “têm dimensão” e que os apoios a fundo perdidos para a recuperação da habitação serão importantes para ajudar as famílias.

O BPI, com cinco balcões ainda encerrados por falta de energia e telecomunicações, foi para o terreno para um contacto mais próximo para perceber as necessidades das populações e do tecido empresarial, adiantou o gestor.

Em relação às empresas, a análise das necessidades não será “tão linear”, destacou Oliveira e Costa. Isto porque haverá efeitos colaterais em casos de empresas com sede fora dos concelhos afetados, mas com unidades de produção na região e a precisarem de ajuda. “Podemos ir pelo código postal. Mas as empresas, mesmo que não estejam naquele local, mas tenham unidades de produção, nós iremos apoiar“, garantiu o líder do BPI.

(Notícia atualizada às 12h32)

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