Kristin. Reposição de comunicações avança mas ainda não é total
As comunicações móveis já foram repostas em todas as sedes de concelho, mas há zonas ainda com forte instabilidade, alertam as operadoras.
Quase uma semana depois da passagem da depressão Kristin ter comprometido as telecomunicações para milhares de consumidores na região Centro, os operadores ainda não avançam com uma data para a reposição total de serviços. As comunicações móveis já foram repostas em todas as sedes de concelho, mas há zonas ainda com forte instabilidade, alertam.
“A evolução tem sido positiva, com um aumento expressivo de serviços repostos nas últimas horas. Neste momento, as situações mais críticas continuam a verificar-se nos concelhos de Leiria, Pombal, Alcobaça, Marinha Grande e Ourém, onde ainda não é possível avançar com uma previsão de reposição, uma vez que esta depende das condições do terreno, da meteorologia e da reposição de energia elétrica”, aponta fonte oficial do Meo na atualização da reposição de serviços feita esta segunda-feira.
“Apesar das dificuldades registadas, todas as sedes de concelho referidas mantêm cobertura no centro da cidade, permitindo o acesso a serviços fundamentais”, destaca a operadora da Altice Portugal.
Na sequência dos esforços de reposição da rede — “que incluem soluções de emergência para cobertura de locais estratégicos” —, “já foi possível reativar a rede móvel em todos os 58 concelhos inicialmente afetados, ainda que, em alguns casos, de forma parcial e sujeita a instabilidade“, aponta a Vodafone. “Em três desses concelhos — Oleiros, Ferreira do Zêzere e Vila de Rei — o serviço ainda apresenta um grau de degradação elevado“, detalha a operadora.
O trabalho de reposição da rede fixa prosseguem, mas está “muito dependente, por exemplo, da reparação de cortes de fibra”, ressalva a Vodafone. “Todos estes são trabalhos muito exigentes e com algum grau de incerteza, pois dependem de múltiplos fatores — não só do acesso e recuperação das estruturas destruídas, como da disponibilidade e consistência do fornecimento de energia elétrica”, justifica fonte oficial.
As comunicações móveis “já foram repostas em todas as sedes de concelho”, bem como a “maioria dos serviços fixos já foi recuperada, pelo que muitos dos clientes já terão acesso a comunicações fixas, caso tenham energia nas suas casas”, aponta fonte oficial da NOS.
Para a reposição dos serviços, além das equipas técnicas, as operadoras estão a mobilizar meios alternativos de emergência, como geradores, unidades transportáveis de rede móvel, feixes hertezianos e a VOIR – Viatura de Operações de Intervenção Rápida. Uma unidade está em Ourém, diz a Meo.
Dados ilimitados por 30 dias
Para apoiar as populações afetadas, as operadoras Meo, NOS e Vodafone está a disponibilizar dados móveis ilimitados durante 30 dias nos concelhos mais atingidos aos seus clientes. “A Meo vai garantir o acesso gratuito ao serviço MEO Go Multi, permitindo que as populações afetadas continuem a acompanhar toda a informação atualizada, mesmo em zonas com limitações operacionais”, refere ainda fonte oficial.
Todos estes são trabalhos muito exigentes e com algum grau de incerteza, pois dependem de múltiplos fatores – não só do acesso e recuperação das estruturas destruídas, como da disponibilidade e consistência do fornecimento de energia elétrica.
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