Líder do BPI vê-se como treinador de futebol e não acredita em chicotada. “Há resultados”

João Pedro Oliveira e Costa, cujo mandato à frente do BPI terminou no final do ano passado, diz que está “tranquilo” em relação ao seu futuro e que está “comprometido” com o acionista.

“É como um treinador de futebol: vou treinando a equipa, há resultados, adoro o banco, adoro as pessoas, confio muito nos meus colegas, são a minha família profissional”, assim responde João Pedro Oliveira e Costa sobre o seu futuro à frente do BPI. O mandato terminou no final do ano passado, mas o gestor diz que está “tranquilo” em relação a este tema e que está comprometido com o seu acionista, o espanhol Caixabank.

“O mandato acabou no fim do ano. Estou tranquilo, o projeto para 2026 está em curso, vamos implementá-lo. Penso que não haverá novidades”, afirmou na conferência de imprensa de apresentação de resultados do BPI em 2015. O lucro caiu 13% para 512 milhões de euros no ano passado, penalizado pela redução dos juros.

Oliveira e Costa diz que se manterá no banco enquanto o Caixabank assim entender. “Mas não sou mais do que um funcionário do banco”, disse.

“Gosto do banco, gosto do acionista, com o qual bastante comprometido, temos um plano. Mas como em qualquer treinador, às vezes não corresponde ao momento certo”, admitiu ainda assim.

Disse ainda que não fará o que outros fizeram. “Há pessoas que fazem uma estátua em si mesmos”, afirmou, adiantando como gostaria de ser recordado no futuro. “Gostaria de passar na rua e dizerem-me: ‘Tu és o João Pedro? Gostei muito de trabalhar contigo’. É essa marca que gostava de deixar”.

Angola e Moçambique é para vender

Oliveira e Costa revelou ainda que as operações que o BPI tem em Angola e em Moçambique “não são estratégicas”, ou seja, é para vender para prazo ou quando surgir uma oportunidade.

O BPI já vendeu quase 15% do BFA em bolsa em setembro e pretende continuar a reduzir a sua posição que atualmente se situa na ordem dos 33%. “O que teremos sempre em atenção é que não faremos nada que prejudique o sistema financeiro angolano e informando sempre as autoridades angolanas”, disse.

Relativamente à entrada do Grupo Carrinho na estrutura acionista do BFA, disse estar tranquilo com a situação e que é “o mercado a funcionar”.

Quanto ao BCI em Moçambique, a posição de 35% também é para vender, mas admitiu que o país se encontra numa situação mais desafiante.

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